Três Roland Garros e um número 1: Guga chega aos 50 anos como ídolo do tênis

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Guga conquistou Roland Garros três vezes, em 1997, 2000 e 2001.
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Foto: Por Geraldo Magela/Agência Senado - flickr - commons.wikimedia

Por Redação

Gustavo Kuerten, o Guga, completa 50 anos nesta quinta-feira (10). Nascido em Florianópolis, em 1976, o catarinense construiu uma das histórias mais marcantes do esporte brasileiro e conseguiu algo que parecia improvável em um país acostumado a medir quase tudo pela régua do futebol: fez o tênis parar para assistir.

Guga conquistou Roland Garros três vezes, em 1997, 2000 e 2001. O torneio francês virou praticamente seu segundo endereço esportivo e ajudou a transformar o brasileiro em um dos grandes nomes da história do saibro.

O menino de Florianópolis que chegou ao topo

A primeira conquista em Paris veio em 1997, quando Guga ainda tinha apenas 20 anos. Na época, ele chegou ao torneio como número 66 do mundo e deixou a França com o título de Grand Slam, derrotando alguns dos principais especialistas em quadra de saibro.

A vitória não foi apenas um título. Foi o começo de uma relação especial com Roland Garros e com um público que rapidamente adotou o brasileiro de cabelos cacheados, sorriso fácil e um jogo capaz de transformar uma partida em espetáculo.

Em 2000, Guga voltou a conquistar o torneio e viveu a melhor temporada de sua carreira. Venceu cinco títulos no ano e, em dezembro, chegou ao número 1 do ranking mundial depois de derrotar Pete Sampras e Andre Agassi na Masters Cup de Lisboa.

O número 1 que ainda cabia em uma quadra de saibro

Guga permaneceu 43 semanas no topo do ranking mundial. Ele também se tornou o único sul-americano a terminar uma temporada como número 1 da ATP, feito alcançado em 2000.

Em 2001, ainda voltou a vencer Roland Garros pela terceira vez. Foi seu último título de Grand Slam e consolidou de vez seu nome entre os grandes campeões da história do torneio francês.

Uma das imagens mais lembradas daquele período aconteceu justamente em Paris. Depois de uma vitória dramática sobre Michael Russell, Guga desenhou um coração no saibro com a raquete e se ajoelhou dentro dele. O gesto se repetiria depois da conquista do título, tornando-se uma das marcas mais conhecidas de sua carreira.

Uma despedida precoce das quadras

Problemas físicos, principalmente no quadril, limitaram a continuidade da carreira. Guga disputou seu último torneio em 2008 e encerrou a trajetória profissional depois de conquistar 20 títulos de simples no circuito.

Mais do que os troféus, porém, Guga deixou uma mudança de percepção. Durante alguns anos, o tênis deixou de parecer um esporte distante para muitos brasileiros. O país acompanhava Roland Garros, discutia saque, backhand, saibro e ranking mundial como se tudo aquilo sempre tivesse feito parte da conversa de domingo.

Aos 50 anos, Guga continua sendo lembrado não apenas pelos três troféus em Paris ou pelas 43 semanas como número 1. Ele virou símbolo de uma geração que descobriu que, às vezes, basta alguém acreditar bastante em uma raquete para fazer um país inteiro olhar para a quadra.

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