Wolf Maya faz 72 anos e lembra uma época em que ator também precisava saber dirigir o caos das novelas

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Nascido em Goiânia, em 1954, Walfredo Campos Maya Jr.
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Foto: Por Sebástian Freire - flickr.com/photos/98668825@N00/11084129954/, CC BY-SA 2.0, commons.wikimedia.

Por Redação

Wolf Maya completa 72 anos nesta quinta-feira (10) com uma carreira que parece ter encontrado espaço em praticamente todos os lados de uma produção de televisão. Ator, diretor e autor, ele passou décadas entre câmeras, estúdios, palcos e algumas das novelas mais conhecidas da televisão brasileira.

Nascido em Goiânia, em 1954, Walfredo Campos Maya Jr. começou longe da televisão. Aos 18 anos, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, estudou no Teatro Tablado, onde teve aulas com Maria Clara Machado. No quarto ano da faculdade, decidiu abandonar a Medicina para se dedicar ao teatro.

Da frente das câmeras para o comando

A estreia de Wolf Maya na televisão aconteceu em 1979, na novela Memórias de Amor. Pouco depois, ele começou a construir uma segunda carreira nos bastidores. Em 1981, participou da direção de Ciranda de Pedra e, no ano seguinte, dirigiu Elas por Elas e Final Feliz, novela em que também atuou.

A partir daí, a televisão virou praticamente uma segunda casa. Vieram trabalhos como Livre para Voar, Ti-Ti-Ti, Hipertensão, Bambolê, Barriga de Aluguel, Mulheres de Areia e A Viagem.

Novelas que ficaram na memória

Nos anos seguintes, Wolf Maya esteve envolvido em produções que marcaram diferentes fases da teledramaturgia brasileira. Dirigiu trabalhos como Hilda Furacão, O Quinto dos Infernos, Senhora do Destino, Duas Caras, Fina Estampa, Amor à Vida e I Love Paraisópolis. Em várias dessas produções, também apareceu diante das câmeras como ator.

Um dos traços mais curiosos de sua trajetória foi justamente essa capacidade de alternar os papéis. Em vez de escolher entre atuar ou dirigir, Wolf Maya fez os dois. Em Senhora do Destino, por exemplo, dirigiu a novela e também interpretou Leonardo Andrade e Couto. Em Fina Estampa, novamente acumulou direção e atuação.

Do palco à formação de novos atores

O teatro também permaneceu presente ao longo da carreira. Wolf Maya atuou, dirigiu e produziu espetáculos, com destaque para musicais como Blue Jeans, Noviças Rebeldes, Splish Splash e Eu Te Amo, Você é Perfeita… Agora Muda!.

Em 2016, sua escola de atores firmou uma parceria com a Globo para capacitação e treinamento de profissionais de televisão, levando para a formação de novos talentos uma experiência construída durante décadas de carreira.

Aos 72 anos, Wolf Maya carrega uma trajetória pouco comum até para os padrões da televisão brasileira. Já esteve diante das câmeras, atrás delas, no palco e também ensinando quem queria descobrir como funciona esse mundo.

No fim, talvez seja essa a melhor definição para uma carreira tão longa: ele não apenas participou das histórias que o Brasil assistiu. Em muitas delas, também ajudou a decidir para onde a câmera deveria apontar.

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