Gabigol vive noite de garçom e Santos abre boa vantagem sobre o Atlético-MG na Sul-Americana

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Desde maio que o Santos não ganhava de um time do País em sua casa.

Por Agência Estado

Em mata-mata tudo é possível, mas o Santos deu um importante passo rumo à semifinal da Copa Sul-Americana ao ganhar bem do Atlético-MG, na Vila Belmiro, por 2 a 0, nesta quarta-feira, graças às assistências de Gabigol. ‘Desencantar’ contra brasileiros em sua casa deixou o time bem na disputa que será completada na próxima quarta-feira, na Arena MRV. Neymar, machucado, reforçou a torcida nas tribunas e fez enorme festa.

Desde maio que o Santos não ganhava de um time do País em sua casa. Em mata-matas, amargava três empates seguidos (Coritiba, Remo e Palmeiras), além de tropeços pelo Brasileirão. Aproveitando o bom momento vivido com o distanciamento do Z-4 da Série A, a equipe abriu a vantagem buscada e poderá até perder por um gol em Belo Horizonte.

Dono de dois gols, um pênalti sofrido e responsável pela expulsão de Matheus Bahia nos 3 a 2 na casa do Internacional, no domingo, Gabigol voltou a ser decisivo. Desta vez, não anotou, mas viveu noite de garçom ao dar as assistências para os gols de Willian Arão e Oliva.

ESCALAÇÕES MEXIDAS E PRIMEIRO TEMPO EQUILIBRADO
Cuca treinou com Rodinei como ponta, mas resolveu surpreender e acabou tirando Igor Vinícius para a entrada de Thaciano, com mais força ofensiva e o reforço em sua posição de origem. A resposta de Eduardo Domínguez foi a volta de Maycon, em meio mais reforçado e Bernard deslocado ao ataque.

Nesse jogo de tabuleiro, com a arte de querer enganar o oponente, as metas eram distintas e bastantes claras. Um mostrava-se disposto a abrir frente em seus domínios enquanto o outro mirava baliza zero para decidir diante da sua torcida daqui uma semana.

“Muito feliz” após aparecer na lista de novidades da convocação de Carlo Ancelotti, o jovem Gabriel Bontempo quase abre o marcador logo no início em bomba de fora da área. Parou em Gabriel Delfim. O jovem volante se destaca pela versatilidade de defender e chegar bem à frente, o que ajudou muito a levá-lo à seleção brasileira.

A chance inicial prometia um duelo aberto, de muitas oportunidades, mas as defesas se sobressaiam e o jogo esfriou, com goleiros pouco aparecendo. Sem ver o time voltar a ameaçar a meta atleticana, os santistas fizeram enorme festa quando o estreante Rodinei deu duas ‘canetas’ seguidas em Bernard e Castaño.

O Atlético só assustou pela primeira vez após a pausa para hidratação. Fred bateu firme e Brazão voou para salvar. As recomendações dos técnicos foram melhores ao Santos, que fez valer o jogo aéreo em compromisso até então bastante difícil. Após cruzamento, Gabigol tocou para Willian Arão mandar às redes. O auxiliar anotou impedimento, mas avaliação do VAR confirmou o gol.

Rodinei parecia jogar no Santos há anos. À vontade em campo, quase ampliou antes do intervalo. A batida acabou desviada para escanteio. A vantagem mínima permaneceu até a pausa, com a torcida satisfeita com o desempenho da equipe.

SEGUNDA ETAPA MAIS ABERTA E SANTOS DECISIVO
A segunda etapa voltou mais vistosa e com os times criando as oportunidades que faltaram nos 45 primeiros minutos. Brazão salvou o Santos na forte batida de Renan Lodi e viu Fred exagerar na força na finalização, mandando a chance do empate para o alto.

O Santos também rondava a área e pediu dois pênaltis seguidos, em Gabigol e depois em Thaciano. O árbitro mandou a partida seguir, para bronca da torcida. O centroavante , decisivo nos 3 a 2 diante do Inter pelo Brasileirão, vibrava a cada desarme e ‘esquentava’ as arquibancadas com a demonstração de raça.

Eduardo Domínguez resolveu abrir o Atlético com a entrada de duas peças ofensivas: Victor Hugo e Minda, sacrificando um lateral. Cuca respondeu aumentando a marcação do Santos com Arthur. Mesmo retrancando o time, o comandante viu Rolheirsr cabecear para milagre de Gabriel Delfim, que ainda espalmou a batida de Gabigol em grande momento santista em campo.

O Atlético-MG afrouxou a marcação e, ao invés de se fortalecer com atacantes, ficou desestruturado, sofrendo roubadas de bola e vendo seu goleiro se destacar para evitar um prejuízo ainda maior. Delfim enfileirava defesas milagrosas, mas nada pôde fazer no giro de Oliva após cruzamento com estilo de Gabigol.

O Atlético-MG sabia que dois gols de diferença era perigosa e ainda tentou a redenção na Vila Belmiro. Contudo, não conseguiu superar Brazão, preciso na batida colocada de Fred. Gabigol foi substituído aplaudido de pé no fim e sorridente, transmitindo a felicidade do grupo e de todos os santistas com a boa vitória diante de um forte oponente.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 2 X 0 ATLÉTICO-MG

SANTOS – Gabriel Brazão; Rodinei (Igor Vinícius), Willian Arão, Luan Peres e Escobar; Oliva (João Schmidt), Gustavo Henrique, Gabriel Bontempo e Rollheiser (Caballero); Thaciano (Arthur) e Gabigol (Lima). Técnico: Cuca.

ATLÉTICO-MG – Gabriel Delfim; Preciado (Minda), Lyanco, Vitor Hugo e Renan Lodi; Alan Franco, Kevin Castaño (Gustavo Scarpa), Maycon, Fred e Bernard (Victor Hugo); Cassierra (Reinier). Técnico: Eduardo Domínguez.

GOLS – Willian Arão, aos 30 minutos do primeiro tempo; Oliva, aos 22 do segundo.

CARTÃO AMARELO – Não houve.

ÁRBITRO – Alex Herrera (VEN).

RENDA – R$ 439.545,00.

PÚBLICO – 12.132 presentes.

LOCAL – Vila Belmiro, em Santos.

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