Construtor relata cinco furtos de fios de cobre em um mês e meio na mesma obra

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Nas imagens, é possível acompanhar a movimentação dos criminosos dentro do imóvel.

Por Luiz Haab

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Eles chegam durante a madrugada, entram em obras ainda em construção e levam aquilo que, para quem está construindo, significa dinheiro, trabalho e prejuízo. Em um bairro na periferia de Cascavel, uma obra foi alvo dos ladrões de fios de cobre. As câmeras de segurança registraram toda a ação.

Nas imagens, é possível acompanhar a movimentação dos criminosos dentro do imóvel. Não foi a primeira vez. A mesma obra já havia sido invadida outras quatro vezes, também para o furto da fiação. Um transtorno que o empresário, que prefere não se identificar, não está mais disposto a tolerar.

“No começo, a gente colocou ali o padrão, não tinha os tapumes em volta da obra, aí eles vieram roubar os fios, chamei meu eletricista, ele fez os fios, passou dois dias, vieram de novo, a gente colocou os tapumes e eles vêm roubar agora ferro. Eles entram dentro da obra, nós colocamos câmera, dificultamos a entrada deles, eles vêm pelo canto da casa dos vizinhos, pela frente da obra, entram na cara dura.”

Ontem à noite, o crime voltou a acontecer. Toda a fiação da obra foi levada novamente. Depois desse novo caso, o empresário colocou cães de guarda no terreno. e não demorou muito para testar se daria. Hoje, no fim da madrugada, um ladrão apareceu de novo e, dessa vez, foi embora sem levar nada.

Um entre tantos

A reportagem da CGN mostrou que esse caso não é isolado. Na manhã desta quarta-feira (9), o engenheiro civil Marcos Aurelio Luzitani, relatou indignado que também teve os fios de uma obra furtados – pela segunda vez.

“Nós fizemos de tudo para dificultar que esses ratos, porque para mim isso aí são uns lixos, entram aqui, arrancam os cabos, danificam os postes, como vocês podem ver, e eu não sei mais o que fazer. A polícia está secando o gelo, não tem como pegar. Se acaso pegar um vagabundo desse e quebrar uma perna do infeliz, quem vai para a cadeia sou eu.”

A indignação de Marcos é a catarse de uma sequência de prejuízos que, segundo ele, já ultrapassou os limites do aceitável. No caso dele, os criminosos também levaram a fiação de dois barracões em construção.

“Eu acho que teria que ter um policiamento mais efetivo para ajudar a gente que está empreendendo fazendo o Cascavel crescer, para a gente poder ter um pouco mais de segurança.”

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