Médico-veterinário celebra seu dia entre animais, alimentos e saúde pública

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A data foi escolhida em referência a 9 de setembro de 1933, quando Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 23.
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Foto: Pexels | Pranidchakan Boonrom

Por Redação

Quando alguém fala em médico-veterinário, a primeira imagem costuma ser a de um cachorro ou gato esperando atendimento. Mas a profissão é muito maior do que a clínica de pequenos animais. Nesta quarta-feira (9), o Dia do Médico-Veterinário lembra justamente essa presença que muitas vezes passa despercebida no cotidiano.

A data foi escolhida em referência a 9 de setembro de 1933, quando Getúlio Vargas assinou o Decreto nº 23.133, a primeira regulamentação da Medicina Veterinária no Brasil. A norma estabeleceu condições para o exercício da profissão e definiu diferentes áreas de atuação, incluindo a defesa sanitária animal, inspeção de estabelecimentos e produtos de origem animal e direção técnica de hospitais e clínicas veterinárias.

O veterinário está onde muita gente nem imagina

O trabalho vai muito além de consultas, vacinas e cirurgias. Médicos-veterinários também atuam na produção de alimentos, inspeção sanitária, pesquisa científica, ensino, perícia, defesa agropecuária, preservação da fauna e controle de zoonoses.

Na prática, isso significa que o profissional pode estar tanto em uma clínica cuidando de um animal de estimação quanto em um frigorífico acompanhando a segurança dos alimentos que chegam à mesa da população. O Conselho Federal de Medicina Veterinária destaca a atuação da categoria em mais de 80 áreas.

Uma profissão que também cuida de pessoas

A conexão entre saúde animal, humana e ambiental ganhou cada vez mais espaço dentro da chamada Saúde Única. Doenças transmitidas entre animais e seres humanos, controle de zoonoses, qualidade dos alimentos e proteção ambiental mostram que a saúde de uma espécie não está isolada das demais.

Por isso, o médico-veterinário também participa de uma espécie de trabalho de bastidores da saúde pública. Muitas vezes, quando tudo está funcionando como deveria, ninguém percebe que aquele profissional ajudou a fazer acontecer.

Uma história que começou há 93 anos

O decreto assinado em 1933 representou o primeiro grande marco regulatório da Medicina Veterinária brasileira. Mais de três décadas depois, em 1968, a Lei nº 5.517 passou a disciplinar o exercício da profissão e criou os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária, estrutura que permanece responsável pela fiscalização e orientação profissional.

De lá para cá, a profissão ganhou novas tecnologias, áreas de atuação e desafios. O que não mudou foi a essência: cuidar da vida, seja ela de quatro patas, de asas, de cascos ou até daquela que chega ao prato.

No fim das contas, o veterinário talvez seja um dos profissionais mais presentes na nossa rotina sem que a gente perceba. Afinal, quando o assunto é saúde, animal e humano nunca estiveram tão separados quanto parece.

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