TRE-PR libera candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado: entenda o que muda a partir de agora

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O julgamento foi extremamente acirrado e terminou em 4 votos a 3 favoráveis ao ex-procurador da Operação Lava Jato e ex-deputado federal.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Diego Kruger

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu, em uma sessão tensa que durou mais de sete horas nesta terça-feira (8), o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) na disputa por uma vaga no Senado Federal.

O julgamento foi extremamente acirrado e terminou em 4 votos a 3 favoráveis ao ex-procurador da Operação Lava Jato e ex-deputado federal. Diante do empate em 3 a 3 durante as votações dos juízes e desembargadores do plenário, o voto de minerva do presidente da Corte Eleitoral definiu a validação da chapa.

A análise e o ponto central do julgamento

A discussão jurídica girava em torno do pedido de impugnação formulado por adversários políticos. A acusação sustentava que a inelegibilidade de Deltan — declarada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quando teve seu mandato cassado em 2023 devido a exoneração do Ministério Público Federal enquanto pendiam procedimentos administrativos (PADs) — ainda deveria ser aplicada no pleito atual.

Contudo, a relatora do processo acolheu a tese da defesa, apontando que não foram constatados fatos novos ou condenações ativas que imponham impedimento legal no cenário eleitoral de 2026. A tese vitoriosa sustentou que a alegação de fraude à lei no ato de exoneração do ex-procurador não persistia como barreira automática para este novo pleito.

Como fica a situação da candidatura a partir de agora?

Com a homologação concedida pela instância estadual, Deltan Dallagnol está oficialmente liberado para realizar todos os atos de campanha, veicular propaganda eleitoral e figurar nas urnas no Paraná.

Entretanto, a disputa sobre a validade do registro de candidatura ainda não chegou ao fim definitivo. Os partidos adversários e a coligação opositora anunciaram que recorrerão da decisão. Com isso, o caso subirá para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, que dará a palavra final sobre a legalidade ou manutenção da inelegibilidade do candidato.

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