‘Foi asfixiada enquanto dormia’, diz PM sobre caso do pai que matou a própria filha de 5 anos
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Por Luiz Haab
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O homem de 30 anos suspeito de matar a própria filha, de apenas 5 anos, está preso em Matelândia, no Oeste do Paraná. Segundo a Polícia Militar, a menina estava dormindo quando teria sido asfixiada pelo pai dentro da residência da família, em Ramilândia.
A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil e também contou com o apoio do helicóptero Falcão, acionado diante da possibilidade de fuga do suspeito. O homem foi localizado ainda no imóvel e, conforme a PM, não ofereceu resistência.
Em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira (8), o tenente Rafael de Jesus, da Polícia Militar de Cascavel, revelou novos detalhes sobre o caso.
“Detalhe que chama bastante a atenção é que a criança estava dormindo”, afirmou o policial.
De acordo com o tenente, a avó paterna havia saído para fazer compras e deixou a criança dormindo em um dos quartos. Antes de sair, ela teria percebido que o filho estava bastante agitado. Quando retornou, encontrou a menina aparentemente desacordada e acionou a equipe médica do município.
A PM informou ainda que a criança apresentava sinais aparentes de asfixia na região do pescoço.
Segundo Rafael de Jesus, o homem também apresentava sinais de estar sob efeito de entorpecentes e teria relatado aos policiais que havia usado cocaína e maconha.
“Ele estava bastante visível ali o efeito de entorpecentes. O próprio assumiu que teria feito o uso de cocaína e maconha”, declarou o tenente.
Ainda conforme a Polícia Militar, o suspeito possui antecedentes criminais. Questionado sobre a possível motivação, o policial afirmou que, inicialmente, o homem não apresentou uma explicação para o crime.
Testemunhas também relataram à PM que já teriam ocorrido brigas entre o casal, mas não havia, até aquele momento, uma informação que explicasse o ataque contra a criança.
Após a prisão, a situação ficou ainda mais tensa. Populares se concentraram nas proximidades da residência e, segundo a PM, alguns tentaram entrar no imóvel para fazer justiça com as próprias mãos.
“Os populares queriam fazer justiça com as próprias mãos”, relatou o tenente.
A polícia precisou reforçar o isolamento da área e fazer a contenção dos moradores até que os procedimentos fossem concluídos.