Kremlin: Trump defende fim rápido da guerra para ampla retomada das relações com Rússia

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De acordo com Ushakov, em áudio enviado pelo pool de imprensa do Kremlin, organizado pela agência RIA Novosti, Trump afirmou que o encerramento do conflito abriria perspectivas “impressionantes e de grande escala” para a restauração das relações bilaterais, especialmente no comércio e na economia, com “benefícios enormes” para os dois países.

Por Agência Estado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu em conversa telefônica nesta terça-feira, 8, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o fim rápido da guerra na Ucrânia como caminho para uma retomada ampla das relações entre Washington e Moscou, segundo o assessor do Kremlin Yuri Ushakov. A ligação durou exatamente uma hora, enfatizou o russo, que descreveu a conversa como “construtiva e bastante franca”.

De acordo com Ushakov, em áudio enviado pelo pool de imprensa do Kremlin, organizado pela agência RIA Novosti, Trump afirmou que o encerramento do conflito abriria perspectivas “impressionantes e de grande escala” para a restauração das relações bilaterais, especialmente no comércio e na economia, com “benefícios enormes” para os dois países. O republicano teria manifestado interesse em alcançar um avanço ainda durante seu mandato.

Putin, por sua vez, apoiou a perspectiva de construir uma “parceira construtiva” entre as duas potências e avaliou positivamente os esforços de mediação dos EUA e de Trump. Os líderes também discutiram as visitas de Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscou e Kiev, realizadas no fim de semana. Ushakov disse que os resultados foram avaliados de forma positiva e que os contatos por esse canal continuarão.

Segundo o assessor, Putin apresentou ainda a visão russa sobre a situação no campo de batalha e indicou medidas que, na avaliação de Moscou, os EUA poderiam adotar para acelerar o fim das hostilidades. O presidente russo também negou ter planos agressivos contra países europeus.

Putin e Trump concordaram ainda em manter o trabalho sobre questões humanitárias, incluindo trocas de detidos e condenados, e em permanecer em contato, com novas conversas telefônicas “conforme a necessidade”, disse Ushakov.

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