Reino Unido diz manter forças militares no Atlântico Sul para defender Malvinas de ameaças

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Em sessão na Câmara dos Comuns, a ministra para o Desenvolvimento Internacional, Kirsty McNeill, disse que Londres envia uma mensagem “inequívoca” de que as ilhas permanecerão britânicas enquanto essa for a vontade dos habitantes.

Por Agência Estado

O governo do Reino Unido afirmou que mantém forças militares no Atlântico Sul em nível considerado adequado para defender as Ilhas Malvinas de qualquer “ameaça potencial”, após parlamentares questionarem nesta terça-feira (8) a capacidade britânica de dissuadir uma eventual ação militar argentina contra o arquipélago.

Em sessão na Câmara dos Comuns, a ministra para o Desenvolvimento Internacional, Kirsty McNeill, disse que Londres envia uma mensagem “inequívoca” de que as ilhas permanecerão britânicas enquanto essa for a vontade dos habitantes.

“Nossas forças no Atlântico Sul são mantidas no nível apropriado para garantir a defesa das Ilhas Malvinas contra qualquer ameaça potencial”, afirmou. A declaração ocorreu após um deputado perguntar se o governo possuía meios navais e aéreos suficientes para “dissuadir e, se necessário, defender” as ilhas diante da possibilidade de uma ação militar.

Outro parlamentar citou o aumento dos gastos de defesa da Argentina sob o presidente Javier Milei e planos de expansão da base naval na Terra do Fogo. Questionada sobre uma eventual revisão da avaliação de ameaças, McNeill afirmou que o governo está “confiante” de que a capacidade defensiva atualmente disponível é adequada ao cenário de riscos.

Em discurso na semana passada, Milei anunciou medidas mais rígidas para impedir a exploração unilateral de petróleo nas Malvinas e reafirmou a soberania argentina sobre o território, atualmente controlado pelo Reino Unido.

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