Rock In Rio: sem Fergie, Black Eyed Peas traz festa em clima de anos 2000 e exaltação ao Brasil
Publicado em
Por Agência Estado
Apesar de poucas esperanças, havia certa expectativa de que Fergie desse as caras no show do Black Eyed Peas no Rock in Rio do domingo, 6.
O anúncio foi todo feito em torno dos outros três integrantes da formação original, e a organização negou a presença da cantora, mas uma declaração de Will.I.Am sobre o desejo de reunir o grupo no Rio gerou rumores.
Mas não foi desta vez. E a banda compensou com afagos ao Brasil.
Levou Papatinho ao palco, que tocou músicas como Rap da Felicidade e lançou uma parceria nova com will.i.am -, fez uma homenagem a Sérgio Mendes e citou nomes de cidades brasileiras, de Florianópolis a Manaus, passando por São Paulo e Rio de Janeiro. “Tem que respeitar os caras, porque eles valorizam muito o Brasil”, reforçou Papatinho.
“Eu gostaria de falar português. Vocês têm uma música e uma cultura incrível”, disse will.i.am mais para o final do show, após cantar Chove Chuva, diante de um show inteiro em clima chuvoso.
A resposta dos brasileiros veio à altura. O show do grupo foi o mais enérgico e lotado deste Rock in Rio – até agora. Era impossível passar pelo meio do público sem encontrar uma pessoa pulando ao som das músicas do Black Eyed Peas.
O setlist foi uma verdadeira fileira de hits. Poucos conseguem apostar alto e engajar o público logo de cara com uma sequência de faixas como Let’s Get It Started, Boom Boom Pow e Rock Your Body.
O público também recebeu muito bem J. Rey Soul, que faz as vezes de Fergie na banda. Apresentada mais de uma vez, a cantora assumiu quase o mesmo protagonismo dos demais integrantes, will.i.am, apl.de.ap e Taboo.
Fosse pela chuva ou pela energia do ambiente, era raro ver celulares apontados para o palco – o que lembrou os tempos de auge da banda, nos anos 2000.
O grupo escolheu encerrar com I Gotta Feeling. A impressão de que a noite seria ótima se cumpriu. É inegável que eles sabem como fazer uma boa festa.