Mãe denuncia supostos casos de xenofobia, bullying e agressões contra filho em colégio de Cascavel

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Família venezuelana afirma que adolescente de 12 anos teria sido vítima de agressões físicas e psicológicas no Colégio Estadual São Cristóvão.

Por Diego Cavalcante

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Uma mãe procurou a CGN para denunciar uma série de situações que, segundo ela, estariam acontecendo com o filho de 12 anos no Colégio Estadual São Cristóvão, em Cascavel. Maria Valentina Diaz Hernandez é mãe de Alonso Salvatore Morabito Diaz e afirma que o adolescente estaria sendo alvo de xenofobia, bullying e agressões físicas e psicológicas.

A família, de origem venezuelana, mora no bairro São Cristóvão. Segundo Maria, a situação teria se agravado nos últimos dias, após o menino chegar em casa com ferimentos pelo corpo.

“Meu filho está sofrendo de ataques de xenofobia, bullying, agressões psicológicas, verbais e físicas também”, relatou a mãe.

Maria também questiona a comunicação da escola com a família. Conforme o relato, ela não teria sido avisada imediatamente sobre algumas das situações envolvendo o filho.

“Ele chegou ontem bem machucado, estava com sangue no corpo, lesões gravíssimas. A gente procurou a UPA, atendimento, o pronto-socorro”, afirmou.

A mãe também declarou que teria tentado contato com profissionais da instituição de ensino e que, segundo ela, o adolescente não teria conseguido ligar para a família para que fosse buscado na escola.

Adolescente relata o que teria acontecido

Durante a entrevista à CGN, Alonso também contou a versão dele sobre uma das situações. Segundo o adolescente, uma menina da sala teria afirmado que ele a incomodou. Depois disso, outros estudantes teriam tomado conhecimento da situação e ido até ele para uma briga.

“Tinha uma menina na minha sala que estava falando que eu tinha incomodado ela. Então os meninos ficaram sabendo e foram lá brigar comigo”, relatou o adolescente.

Questionado sobre o motivo pelo qual acredita que isso estaria acontecendo, Alonso afirmou que pode haver relação com xenofobia.

“Talvez porque a menina não gosta de mim, talvez por xenofobia”, disse.

O adolescente afirmou ainda que espera que situações de preconceito, bullying e agressões contra crianças e adolescentes sejam combatidas.

“Eu gostaria que aqui em Cascavel e aqui no Brasil pare a xenofobia, o bullying e as agressões para nossas crianças e para nossos adolescentes”, afirmou.

A família busca providências diante dos relatos e espera que a situação seja apurada pela instituição de ensino e pelos órgãos responsáveis.

A CGN procurou o Núcleo Regional de Educação para obter um posicionamento sobre as denúncias apresentadas pela família. O espaço permanece aberto para manifestação da instituição e dos demais envolvidos.

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