Quem era Diego Sanches, músico que morreu a caminho de show em Porto Alegre
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Por Redação CGN
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O músico Diego Sanches, de 42 anos, conhecido como Branco, morreu após um acidente de trânsito na noite de quarta-feira (2), no bairro Tristeza, na Zona Sul de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Pandeirista do grupo de pagode D’Kara Nova, ele estava a caminho de uma apresentação quando ocorreu a colisão.
O acidente aconteceu por volta das 23h40, no cruzamento da Avenida Wenceslau Escobar com a Rua Doutor Barcelos, e envolveu um Peugeot 208 e um Volkswagen Taos.
Diego era passageiro do Peugeot. Segundo informações da Polícia Civil, o veículo ingressava na Avenida Wenceslau Escobar quando foi atingido lateralmente pelo outro automóvel.
O músico recebeu atendimento no local e chegou a ser colocado em uma ambulância, mas não resistiu aos ferimentos.
Os motoristas dos dois veículos também ficaram feridos e foram encaminhados para atendimento médico.
Câmera registrou acidente que matou Diego Sanches
Imagens de uma câmera de monitoramento registraram o momento da colisão. A gravação mostra o Peugeot vindo pela Rua Doutor Barcelos e ingressando no cruzamento com a Avenida Wenceslau Escobar.
Na sequência, o carro no qual Diego estava é atingido lateralmente pelo veículo que trafegava pela avenida no sentido Centro-bairro.
A Polícia Civil utilizará as imagens e o resultado da perícia para esclarecer a dinâmica da batida e eventuais responsabilidades.
Segundo o delegado Carlo Butarelli, o impacto ocorreu no lado do automóvel em que o músico estava.
O motorista do Peugeot recusou-se a realizar o teste do etilômetro, conforme a Polícia Civil. A investigação ainda aguarda resultados periciais e não há, até o momento, conclusão pública sobre a responsabilidade pelo acidente.
Quem era Diego Sanches
Conhecido também como Diego Branco, o músico tocava pandeiro e integrava o grupo de pagode D’Kara Nova desde 2017.
Diego tinha mais de duas décadas de ligação com a música e se apresentava desde a adolescência em bares e eventos de Porto Alegre.
Ao longo da trajetória, também passou por grupos de samba e pagode como Nova Versão, Nossa Casa, Samba & Amizade e Pagode do Zico.
Amigo do músico, Paulinho Vilanova lembrou a personalidade de Diego e a disposição dele em tocar para pessoas próximas.
“Era um cara sorridente, sempre alegre, brincalhão, disposto a fazer samba para os amigos. Não era pelo dinheiro. Ele ia tocar no meu aniversário e não iria cobrar nada. Era muito bom de coração”, afirmou.
Integrantes do D’Kara Nova também lamentaram a morte do músico nas redes sociais.
Até as informações disponíveis nesta quinta-feira (3), a Polícia Civil seguia investigando as circunstâncias da colisão.