Suspeito de matar Diessy Vaz em Fazenda Rio Grande já havia sido preso por violência doméstica

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Apesar da prisão anterior, o homem estava em liberdade provisória e fazia uso de tornozeleira eletrônica por determinação judicial.
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Foto: RicTV Record

Por Fábio Wronski

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Diessy Marry de Souza Vaz, de 33 anos, foi morta a golpes de facão dentro de uma casa em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, no domingo (30). O principal suspeito do feminicídio é o companheiro da vítima, que já havia sido preso meses antes por violência doméstica contra Diessy, quando ela estava grávida. Na ocasião, as agressões resultaram na interrupção da gestação.

Apesar da prisão anterior, o homem estava em liberdade provisória e fazia uso de tornozeleira eletrônica por determinação judicial. Entre as medidas impostas pela Justiça, estava a proibição de se aproximar ou manter contato com Diessy. Ainda assim, segundo a polícia, ele voltou a ter contato com a vítima e, meses depois, ela acabou assassinada.

Após o crime, o suspeito foi localizado e detido pelas autoridades. Em depoimento, confessou ter matado Diessy e afirmou que a motivação teria sido ciúmes. Ele também relatou que os filhos do casal estavam na residência no momento do assassinato. No interrogatório, alegou que agiu em legítima defesa e declarou: “Eu só tentei me defender, eu nem vi. Eu não lembro”.

O histórico de violência do casal era conhecido. Um policial militar que atendeu a ocorrência do feminicídio afirmou já ter prendido o suspeito anteriormente pelo mesmo tipo de agressão contra Diessy. “Já prendi esse rapaz uma vez, neste ano, inclusive. Ele agrediu a mesma vítima. Na outra vez ele chutou a cabeça dela”, relatou o policial. Na ocasião anterior, além das agressões físicas, houve ameaça de morte.

A decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao suspeito reconheceu as agressões, mas classificou o caso como lesão corporal leve, mesmo com a gestação interrompida. O homem deveria usar tornozeleira eletrônica e manter distância da vítima, medidas que, na prática, não evitaram o novo contato.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades de Fazenda Rio Grande. As circunstâncias do feminicídio, incluindo a alegação de legítima defesa feita pelo suspeito, ainda estão sob apuração.

As informações são do repórter Leonardo Gomes, da Ric RECORD/Banda B.

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