A cidade dorme. O guarda continua acordado.
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Por Redação
A cidade tem uma mania curiosa: funcionar como se tudo acontecesse sozinho.
As ruas ficam iluminadas, as escolas abrem, as praças recebem gente, os prédios públicos continuam de pé e, quando alguma coisa sai do roteiro, alguém precisa aparecer para ajudar a colocar a história de volta nos trilhos.
É aí que entra o guarda civil.
Quem está de olho enquanto a cidade segue
Nesta quinta-feira (3), é celebrado o Dia do Guarda Civil, uma data dedicada aos profissionais que atuam na proteção de bens, serviços e instalações dos municípios e que também fazem parte da rotina de segurança das cidades.
A data foi instituída pela Lei nº 5.088, de 1966, que estabeleceu o dia 3 de setembro como o Dia do Guarda Civil.
Mas talvez a melhor maneira de entender o trabalho desses profissionais seja justamente pelas coisas que nem sempre aparecem.
Uma ronda que terminou sem ocorrência. Um patrimônio que permaneceu protegido. Uma situação evitada antes mesmo de virar problema. Uma pessoa que precisou de ajuda e encontrou alguém para atender.
Às vezes, segurança também é aquilo que não aconteceu.
Mais do que uma viatura passando
Com o passar dos anos, as guardas municipais ampliaram sua presença nas cidades. A Constituição Federal de 1988 reconheceu a possibilidade de os municípios constituírem guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações.
Na prática, o trabalho acontece onde a vida acontece: nas ruas, escolas, praças, prédios públicos e nos mais diferentes espaços da cidade.
E existe uma certa poesia escondida nessa rotina.
Enquanto muita gente conta as horas para chegar em casa, o guarda conta as horas de outra maneira. Observa, percorre, atende, orienta e segue.
Porque cidade segura não é apenas aquela onde nada acontece.
É também aquela onde, quando alguma coisa acontece, existe alguém preparado para estar ali.
Neste Dia do Guarda Civil, fica o reconhecimento a quem escolheu fazer da atenção uma profissão. Afinal, cuidar de uma cidade é, de certa forma, cuidar das pessoas que fazem dela uma cidade.