Bolsas da Europa fecham em queda, pressionadas por EUA-Irã e alta de títulos soberanos europeus

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Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,3%, a 10.

Por Agência Estado

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, 2, pressionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela recente alta dos rendimentos dos títulos soberanos. O avanço dos custos de energia manteve temores inflacionários no radar, embora petróleo e juros dos Treasuries tenham perdido força ao longo do dia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,3%, a 10.756,45 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,49%, a 25.843,34 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,26%, a 8.280,63 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,24%, a 51.792,10 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,23%, a 19.779,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,77%, a 9.405,31 pontos. As cotações são preliminares.

O Bund alemão de 10 anos chegou à maior taxa desde 2011, enquanto o Gilt britânico de igual prazo atingiu máxima desde 2007. A Allianz Research avaliou, porém, que os mercados de dívida continuam funcionando normalmente, apesar das preocupações crescentes com sustentabilidade fiscal.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Andy Burnham reiterou compromisso com responsabilidade fiscal. O mercado também monitorou desdobramentos na guerra entre EUA e Irã, com reflexo no petróleo. Para o Julius Baer, os fluxos do óleo e de gás têm se mostrado “surpreendentemente resilientes” apesar do conflito.

Em Frankfurt, montadoras (-0,9%) estiveram entre as principais baixas. Volkswagen recuou 3,1% e Porsche cedeu 1,6%, enquanto a Zalando recuou cerca 5,2%. Em Londres, WPP perdeu 2,5%, em meio também às incertezas sobre uma possível elevação de impostos sobre bancos no orçamento britânico.

Em Paris, Michelin recuou 1,2%, Publicis perdeu 0,5% e Capgemini caiu 1,6%. Na direção oposta, L’Oréal (+1,7%) e Accor (+1,3%) avançaram.

O setor de luxo ficou praticamente estável após o JPMorgan alertar para um terceiro trimestre mais fraco, diante de comparações mais difíceis e volatilidade persistente na demanda chinesa.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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