Santa Beatriz da Silva: da corte ao convento, uma história que atravessou séculos

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Mas há uma curiosidade que torna sua história ainda mais intrigante: não existe nenhum retrato contemporâneo conhecido dela, nem escritos deixados de próprio punho.
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Pintura de Santa Beatriz da Silva, obra do século XVII, autor desconhecido, disponibilizada no Wikimedia Commons como domínio público

Por Redação

Santa Beatriz da Silva, lembrada pela Igreja Católica hoje, 1º de setembro, teve uma vida que parece roteiro de filme de época: nasceu em uma família nobre portuguesa, viveu na corte espanhola e, depois, abandonou aquele mundo para dedicar-se à vida religiosa.

Mas há uma curiosidade que torna sua história ainda mais intrigante: não existe nenhum retrato contemporâneo conhecido dela, nem escritos deixados de próprio punho. O próprio Vaticano destacou, durante sua canonização, as lacunas existentes sobre sua vida.

Da corte para uma nova vida

Beatriz passou cerca de 30 anos em um mosteiro antes de decidir fundar uma nova comunidade religiosa dedicada à Imaculada Conceição. Em 1489, o papa Inocêncio VIII autorizou oficialmente a fundação.

Ela morreu antes de ver a obra completamente consolidada, mas a comunidade continuou e recebeu uma regra própria em 1511. Nascia assim a tradição das Monjas Concepcionistas, que permanece até hoje.

Uma santa sem retrato, mas com uma marca enorme

Beatriz foi canonizada pelo papa Paulo VI em 3 de outubro de 1976, mais de quatro séculos depois de sua morte.

E talvez exista uma pequena ironia bonita nessa história: uma mulher sobre quem sabemos relativamente pouco acabou deixando uma obra que sobreviveu por mais de 500 anos.

Num mundo em que todo mundo quer deixar uma foto, um vídeo e uma legenda para a posteridade, Santa Beatriz fez diferente. Não deixou selfie. Deixou legado.

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