Sêmen nas roupas da vítima levam Polícia Civil a indiciar suspeito por estupro ocorrido em 2016

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A vítima foi levada para o meio de uma plantação, onde foi mantida refém sob a mira de uma pistola.
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Foto: PCPR

Por Diego Cavalcante

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A Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR), por intermédio da Delegacia da Mulher de Cascavel, informa a conclusão do inquérito policial que investigava um grave crime de roubo com restrição de liberdade e estupro, ocorrido no final do ano de 2016. O autor foi formalmente indiciado graças ao avanço da ciência forense e ao uso do Banco de Perfis Genéticos.

O crime ocorreu em dezembro de 2016. A vítima foi abordada em frente à sua residência, em Cascavel, por indivíduos armados que a obrigaram a entrar em sua própria caminhonete (Toyota/Hilux). Durante a ação, um terceiro criminoso assumiu a direção do veículo e o grupo seguiu para uma área rural próxima ao trevo do CEASA.

No local, a vítima foi levada para o meio de uma plantação, onde foi mantida refém sob a mira de uma pistola por um dos criminosos, enquanto os comparsas fugiam com a caminhonete. O homem subtraiu R$ 1.000,00 da vítima e, mediante constante violência e graves ameaças de morte, forçou-a a manter relações sexuais.

Apesar de todas as diligências realizadas à época, incluindo a elaboração de retrato falado e a coleta de vestígios genéticos (sêmen) nas vestes e no corpo da vítima, o inquérito precisou ser arquivado em 2019 por falta de indícios que levassem à identidade dos autores.

Contudo, o material biológico foi preservado. Recentemente, um Laudo Pericial da Polícia Científica apontou o cruzamento positivo do DNA recolhido na vítima com o perfil genético de um indivíduo inserido no banco de dados. Por esta razão solicitou-se o desarquivamento do Inquérito Policial para continuidade das investigações.

O suspeito identificado é um indivíduo de alta periculosidade que já se encontra preso na Penitenciária Estadual de Guaíra, onde cumpre penas definitivas que somam mais de 50 anos de reclusão por outros crimes violentos e participação em organização criminosa.

A autoridade policial competente representou pela prisão preventiva do autor, a qual foi indeferida pelo Poder Judiciário.

Nesta sexta-feira (28/08/2026), o investigado foi interrogado por videoconferência no sistema prisional, ocasião em que negou os fatos.

Diante das provas irrefutáveis de materialidade e autoria, a Polícia Civil procedeu ao indiciamento formal do autor pelos crimes de Roubo Agravado (art. 157, § 2º, incisos I, II e V, do Código Penal) e Estupro (art. 213 do Código Penal).

O inquérito policial relatado foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para adoção das providências cabíveis.

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