71 anos depois, caso Emmett Till ainda expõe as feridas do racismo nos EUA

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Emmett era morador de Chicago e passava as férias com familiares no Mississippi.
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Foto: Capa do Documentário August 28th | que trata sobre eventos ocorridos em 28 de agosto na história afro-americana | IMDb

Por Redação

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Há 71 anos, em 28 de agosto de 1955, o assassinato de Emmett Till, um garoto negro de apenas 14 anos, chocava os Estados Unidos e se tornava um dos episódios mais marcantes da luta contra o racismo no país.

Emmett era morador de Chicago e passava as férias com familiares no Mississippi. Na madrugada de 28 de agosto, ele foi retirado da casa onde estava hospedado por dois homens brancos. Seu corpo foi encontrado três dias depois, no rio Tallahatchie, com sinais de extrema violência.

O crime ganhou repercussão nacional após a decisão da mãe de Emmett, Mamie Till-Mobley, de realizar o funeral com o caixão aberto. Ela queria que as pessoas vissem o que haviam feito com seu filho. As imagens publicadas pela imprensa ajudaram a levar a brutalidade do caso para milhões de americanos.

Justiça que não veio

Os dois homens acusados pelo assassinato foram julgados em setembro daquele ano, mas acabaram absolvidos por um júri formado exclusivamente por homens brancos. Meses depois, eles confessaram o crime em uma entrevista, mas não poderiam ser julgados novamente.

A morte de Emmett passou a simbolizar a violência racial nos Estados Unidos e é considerada um dos acontecimentos que ajudaram a impulsionar a mobilização pelos direitos civis nos anos seguintes.

Mais de sete décadas depois, o caso continua sendo lembrado não apenas pela brutalidade do assassinato, mas também pela decisão de uma mãe que se recusou a deixar que a morte do filho fosse escondida.

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