Onça-parda é flagrada devorando pônei em comunidade de Santa Maria

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O caso mais recente ocorreu na segunda-feira (24), quando um pônei desapareceu de uma propriedade.

Por Isabella Chiaradia

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Moradores da comunidade Boi Preto, no distrito de Santa Maria, entraram em contato com a CGN após alguns animais desaparecerem de propriedades rurais da região. Segundo os relatos, os casos vêm ocorrendo há cerca de quatro meses e já envolvem cachorros, gatos, patos e até o gado.

O caso mais recente ocorreu na segunda-feira (24), quando um pônei desapareceu de uma propriedade. O dono realizou buscas pelo animal e encontrou apenas os restos mortais dele no fim da propriedade.

Diante das características do ataque, o proprietário passou a suspeitar da presença de uma onça e acionou os agentes do Projeto Onças do Iguaçu, que estiveram no local e instalaram câmeras para monitorar a área.

As imagens registraram a movimentação de uma onça-parda se alimentando da carcaça do pônei, confirmando a presença do felino nas proximidades das propriedades rurais.

A situação tem gerado preocupação entre os moradores. Conforme o proprietário de uma das terras, a área onde a onça está circulando fica próxima à rodovia e afastada do Parque Nacional do Iguaçu. Além disso, segundo ele, as propriedades da região são ocupadas majoritariamente por plantações e ficam distantes das áreas da mata protegida, onde é o habitat natural dos felinos.

Além dos prejuízos provocados pelos ataques aos animais, os moradores temem que a onça-parda possa se aproximar das pessoas. A principal preocupação é com as crianças que circulam pela região, já que, conforme os relatos, o local onde o animal foi avistado fica a menos de dois quilômetros do perímetro urbano de Santa Maria.

Os moradores fazem um apelo e pedem atenção das autoridades diante da proximidade do animal com propriedades rurais e da área urbana.

Projeto acompanha a situação

A coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu explicou preliminarmente à CGN que o animal identificado é, de fato, uma onça-parda, mas destacou que a situação também envolve questões relacionadas ao manejo da propriedade.

Segundo ela, o pônei estava pastando em uma área de mata e permanecia desprotegido, o que teria deixado o animal vulnerável e suscetível ao ataque.

Ainda conforme a coordenadora, o projeto não realiza a captura e remoção das onças em um primeiro momento, justamente porque essa medida, isoladamente, não resolveria o problema.

De acordo com a coordenadora, a equipe do projeto pretende atuar não apenas na propriedade onde ocorreu o ataque, mas também nas propriedades ao entorno, buscando identificar e reduzir fatores que possam favorecer a aproximação do felino.

Evitar que animais permaneçam soltos durante a noite próximos às áreas de mata e utilizar equipamentos que ajudem a afastar a onça, foram elencadas pela coordenação do Projeto Onças do Iguaçu como medidas que podem ser adotadas para que ataques sejam evitados.

“O que a gente tem que fazer é diminuir as vulnerabilidades para que esse puma volte pra mata e não fique indo pra propriedade”, destacou.

A coordenadora também ressaltou que está acompanhando o caso e que novas ações deverão ser realizadas na região para tentar evitar novos ataques.

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