EUA retiram Síria da lista de países que promovem o terrorismo

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O processo começou em julho deste ano, quando o governo notificou o Congresso americano sobre a intenção.

Por Agência Estado

Os Estados Unidos retiraram nesta segunda-feira, 24, a Síria da lista de países que apoiam o terrorismo internacional, revogando uma classificação de longa data que havia prejudicado severamente os investimentos.

O processo começou em julho deste ano, quando o governo notificou o Congresso americano sobre a intenção. Os parlamentares tiveram 45 dias para analisar a revisão da decisão.

O Departamento de Estado dos EUA também revogou a classificação da Frente al-Nusra como organização terrorista global especialmente designada, com o Departamento do Tesouro procedendo ao alívio das sanções.

“A medida de hoje ajudará a fomentar investimentos adicionais na Síria para promover a estabilidade política e econômica”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em um comunicado.

A Síria estava na lista desde 1979, há mais tempo do que qualquer outra nação. Durante o período, o país foi governado por Hafez Al-Assad e Bashar Al-Assad, pai e filho, até que a ditadura familiar foi derrubada em 2024 após 13 anos de guerra civil no país.

A Síria é atualmente comandada por Ahmed Al-Sharaa, que assumiu o cargo de presidente em dezembro de 2024. Al-Sharaa já fez parte de grupos fundamentalistas islâmicos filiados à Al-Qaeda, mas, desde a vitória na guerra civil, tem tentado demonstrar moderação, prega que a Síria seja um país inclusivo e recebeu apoio de países ocidentais e da Turquia.

Em julho deste ano, Donald Trump teve uma reunião bilateral com Al-Sharaa durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Turquia, da qual o sírio participou como convidado. Após o encontro, Trump fez elogios ao aliado e afirmou que pediria a retirada da Síria da lista de Estados patrocinadores do terrorismo.

“Ele fez um ótimo trabalho. Talvez ele tivesse mencionado isso. É uma boa pergunta. Sim, há algum problema nisso? Acho que devemos (retirar a Síria da lista). Sim, eu vou (retirar). Ele fez um trabalho realmente fantástico como presidente. Ele unificou o país em um período muito curto. Estamos orgulhosos do trabalho que ele está fazendo”, afirmou Trump, ao descrever Al-Sharaa como uma “pessoa forte” que é “respeitada por todos”.

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