Guarda Municipal faz alerta sobre crianças que usam aplicativos de transporte sozinhas
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Por Isabella Chiaradia
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A Guarda Municipal de Cascavel reforçou o alerta aos pais e responsáveis após uma criança de seis anos ser transportada sozinha por um motorista de aplicativo até uma residência no bairro Brasmadeira, onde não havia ninguém para recebê-la. O caso aconteceu na noite de sexta-feira (21) e mobilizou equipes da GM e o Conselho Tutelar.
Segundo o diretor da Guarda Municipal, Adilson Machado, o motorista procurou ajuda depois que chegou ao endereço indicado e percebeu que não havia nenhum responsável pela criança. O menino ficou desesperado e começou a chorar.
A equipe da GM encaminhou a criança e o motorista até a Delegacia de Polícia Civil. O Conselho Tutelar também foi acionado e, por meio de consultas aos sistemas disponíveis, conseguiu identificar a mãe da criança. Foram realizadas diversas tentativas de contato pelos telefones cadastrados, mas ninguém atendeu.
Diante da situação, o Conselho Tutelar ficou responsável pela criança e daria continuidade às providências necessárias, incluindo a possibilidade de encaminhamento para um serviço de acolhimento institucional, conforme a avaliação do caso.
Machado destacou a preocupação com o fato de uma criança tão pequena ter sido colocada sozinha em um veículo, sem a presença de um responsável e sem informações claras sobre quem deveria recebê-la no destino.
O diretor também fez um alerta aos pais sobre os cuidados necessários ao utilizar serviços de transporte por aplicativo para crianças e adolescentes. Segundo ele, os responsáveis devem utilizar plataformas que ofereçam mecanismos de segurança e cadastro adequado dos motoristas.
Machado afirmou ainda que já presenciou situações em que pais deixam adolescentes, inclusive meninas de 12 e 13 anos, utilizarem sozinhas veículos de aplicativo para retornar para casa.
“Não deixe sua filha na mão, porque a gente não sabe quem está ali, quem é o real motorista que está ali”, alertou o diretor.
Outro ponto levantado por Machado é a possibilidade de o motorista cadastrado na plataforma não ser necessariamente a pessoa que realiza a corrida. Segundo ele, já foram registradas situações em que terceiros assumem o veículo ou trabalham no lugar do titular do cadastro.