Bebê de quatro meses é encontrado morto em Ponta Grossa

Publicado em

Polícia Militar, Guarda Civil e SAMU confirmaram a morte do bebê de quatro meses em Ponta Grossa; investigação segue no bairro Uvaranas.
AMP
Foto: Atento a Rede

Por Silmara Santos

Atualizado em

Na manhã deste domingo (23), um bebê de quatro meses foi encontrado morto em Ponta Grossa, no bairro Uvaranas. O caso de bebê de quatro meses encontrado morto em Ponta Grossa mobilizou equipes da Polícia Militar, da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que confirmaram o óbito da criança ainda no local, após ela ser localizada já sem vida por familiares.

De acordo com as investigações preliminares, os pais da criança deixaram o filho sob os cuidados do casal, padrinhos do bebê, durante a madrugada, enquanto se ausentavam da residência. Ao retornarem pela manhã, constataram que o bebê não apresentava sinais vitais e acionaram os serviços de emergência.

Segundo informações oficiais, o resultado preliminar do exame de necropsia indicou que a causa da morte foi asfixia. Com base nos elementos apurados no local, como relatos de testemunhas e o laudo inicial, a autoridade policial concluiu haver indícios suficientes para a prisão em flagrante de dois adultos, um homem e uma mulher, ambos padrinhos da criança, pelo crime de homicídio qualificado.

A autoridade policial ressaltou nos autos que, ao assumirem voluntariamente a responsabilidade pelo bebê, os investigados passaram a ocupar a posição de garantidores da integridade física do lactente, conforme previsto na legislação penal. Ainda segundo a polícia, os indícios apontam que a conduta atribuída ao casal vai além da simples negligência, havendo suspeita de que eles assumiram o risco de produzir o resultado morte ao se omitirem do dever de cuidado durante a madrugada. Esta circunstância será investigada de forma mais aprofundada ao longo do inquérito policial.

Após a prisão em flagrante, os investigados foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, cabendo agora ao Ministério Público e ao Poder Judiciário analisar o pedido, podendo haver entendimento diverso quanto à classificação jurídica dos fatos, à manutenção da prisão e aos desdobramentos do caso.

A Polícia Civil reforça que todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório, sendo garantido o princípio da presunção de inocência até o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória. O inquérito policial permanece em andamento para o esclarecimento completo dos fatos.

Fonte: Atento a Rede

X