Flávio sobre combate ao crime: Bandido será tirado de circulação em pé ou deitado

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“O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado.

Por Agência Estado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender neste sábado, 22, uma política de endurecimento na segurança e afirmou que “o bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado”, numa provável referência a morte de criminosos.

“O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado. Porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós, que as ruas são nossas”, declarou, durante lançamento da campanha de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro, no Maracanãzinho, na zona norte da capital fluminense.

Flávio recheou seu discurso com promessas para a segurança pública e voltou a prometer aumentar as penas para crimes como roubo de celular. “Ladrão de celular vai começar com oito anos de cadeia”, declarou. Segundo ele, os condenados terão de trabalhar durante o cumprimento da pena para custear a própria estadia e indenizar a vítima. O candidato defendeu a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças e afirmou que “espancador de mulher vai ser preso imediatamente”.

Em outro trecho, Flávio reafirmou que pretende reduzir para 14 anos a maioridade penal em casos de estupro. Também prometeu combater o aliciamento de jovens pelo tráfico e disse que pretende usar tecnologia para proteger mulheres sob medidas protetivas.

Ao falar sobre o crime organizado, o candidato declarou que seu eventual governo irá “declarar guerra contra os narcoterroristas” e que não pretende “baixar a cabeça para bandido”.

Educação e emprego

Além da segurança, Flávio apresentou propostas para educação e qualificação profissional. Disse que pretende manter o Bolsa Família, mas associá-los a políticas de qualificação. Entre as medidas, citou escolas técnicas e profissionalizantes, com empresas atuando dentro das instituições de ensino, além do programa “Minha Primeira Empresa”, voltado à inserção de jovens no mercado de trabalho e ao empreendedorismo.

O candidato também afirmou que pretende proteger crianças e adolescentes do aliciamento pelo tráfico e criticou o que classificou como preocupação de pais com a possibilidade de os filhos se tornarem “militantes”. “Não vou mais aceitar que minhas filhas e os seus filhos concluam o ensino fundamental e o ensino médio e não saibam fazer uma conta simples de matemática, não saibam interpretar um texto”, disse.

Flávio disse ter sido vítima de ameaças de morte. “Estou aqui para colocar o meu peito na frente do povo brasileiro”, afirmou.

Falou ainda que precisará do apoio do Senado para aprovar a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de estupro, além de uma “anistia geral dos acusados de 8 de janeiro” e para “libertar Jair Messias Bolsonaro”.

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