Diesel da refinaria de Mataripe sobe mesmo com subvenção; gasolina cai com demanda menor

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Sem a subvenção, o preço do diesel S-10 da refinaria baiana seria de R$ 6,05 o litro, de acordo com dados publicados pela Acelen, braço do fundo de investimentos árabe Mubadala no Brasil que controla Mataripe.

Por Agência Estado

Mesmo após aderir ao programa de subvenção dos combustíveis do governo, o preço do diesel S-10 produzido pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, teve reajuste médio de 8,2% a partir desta quinta-feira, enquanto a gasolina caiu 6,5% em média. O preço do diesel S-10 com subvenção atingiu R$ 4,88 o litro, contra R$ 4,51 o litro na semana passada.

Sem a subvenção, o preço do diesel S-10 da refinaria baiana seria de R$ 6,05 o litro, de acordo com dados publicados pela Acelen, braço do fundo de investimentos árabe Mubadala no Brasil que controla Mataripe. O diesel S-500 não teve o preço alterado.

Já a gasolina fez o caminho contrário, seguindo a tendência global de queda devido à redução de consumo. O preço médio caiu de R$ 3,43 o litro na semana passada, com subvenção, para R$ 3,21 o litro, também com o desconto. Sem a subvenção, o preço da gasolina na Bahia seria de R$ 3,65 o litro, informou a Acelen.

O baixo preço do etanol tem sido competitivo com a gasolina no Brasil, também favorecendo a queda de preços do combustível fóssil no mercado interno.

Apesar de acompanhar o preço de paridade de importação (PPI), a Acelen também registra, no momento, preços defasados em relação ao mercado internacional, em patamares bem abaixo dos registrados pelos combustíveis da Petrobras.

O diesel negociado pela Acelen, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), fechou a quarta-feira, 19, com defasagem de 24% em relação ao mercado internacional, enquanto a gasolina está com o preço 17% defasado.

Segundo a Abicom, os preços do diesel da Petrobras estão com defasagem de 85% – chegando a 88% no polo de importação de Suape -, e a gasolina com preços 48% inferiores ao Golfo do México, região usada como parâmetro pelos importadores. A estatal também aderiu à subvenção do governo, para evitar que a alta volatilidade do setor provocada pelos conflitos no Oriente Médio atinja o bolso do consumidor brasileiro.

O petróleo tipo Brent operava pela manhã nesta quinta em alta de mais de 3%, cotado acima de US$ 94 o barril, depois de ter retomado o patamar de US$ 70 o barril no início de agosto.

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