São Bernardo: o homem que largou o conforto para viver pela fé

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Nascido em uma família nobre, Bernardo teve uma juventude marcada por uma vida confortável.
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Foto: Badia Fiorentina, Italie | “La vierge apparait a saint Bernard de Clairvaux”, de Filippino Lippi (1486)

Por Redação

Nesta quinta-feira (20), a Igreja Católica celebra o Dia de São Bernardo de Claraval, religioso francês que viveu entre os séculos XI e XII e se tornou uma das figuras mais importantes da tradição cisterciense.

Nascido em uma família nobre, Bernardo teve uma juventude marcada por uma vida confortável. Só que, em determinado momento, decidiu seguir outro caminho. Entrou para a vida religiosa e passou a dedicar-se à oração, à disciplina e à expansão da ordem cisterciense.

Do conforto para o mosteiro

Bernardo ingressou na Abadia de Cîteaux acompanhado por outros homens que também escolheram a vida monástica. Anos depois, tornou-se abade de Claraval, mosteiro que ajudou a transformar em um importante centro religioso.

Sua atuação ultrapassou os muros do mosteiro. Bernardo tornou-se conhecido por seus escritos, sermões e pela influência que exerceu em questões religiosas e políticas de seu tempo.

Também participou ativamente da pregação da Segunda Cruzada, a pedido do papa Eugênio III.

Um nome importante da tradição cristã

São Bernardo morreu em 1153 e foi canonizado pouco tempo depois, em 1174. Em 1830, recebeu do papa Pio VIII o título de Doutor da Igreja, reconhecimento reservado a santos cuja contribuição para a doutrina e a espiritualidade cristã teve grande importância.

Na tradição católica, Bernardo ficou conhecido especialmente por sua devoção à Virgem Maria e por seus textos sobre espiritualidade.

No fim, a história de São Bernardo é marcada por uma escolha que parece simples na frase, mas provavelmente não foi nada simples na prática: ele tinha uma vida confortável pela frente e decidiu trocar tudo por uma vida de fé. Definitivamente, não era o tipo de mudança de carreira que vinha com plano de saúde.

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