Bolsas da Europa fecham sem direção única com Oriente Médio e ata do Fed no radar
Publicado em
Por Agência Estado
As bolsas europeias fecharam sem direção única, após um pregão de pouco ímpeto, diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio e na expectativa pela divulgação da ata da reunião de política monetária de julho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,14%, a 10.743,35 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,01%, a 26.129,78 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,09%, a 8.501,91 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve queda de 0,75%, a 52.618,20 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,55%, a 19.825,07 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,71%, a 9.238,90 pontos. As cotações são preliminares.
A venda generalizada vista na terça-feira no setor tecnologia (-0,32%) perdeu um pouco de força nos mercados europeus, enquanto o setor de produtos químicos (+0,19%) se fortaleceu. Em Londres, a alta foi liderada pelas mineradoras, com a Rio Tinto (+3,48%). A Trainline, em contrapartida, perdeu cerca de 14% após a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA, na sigla em inglês) do Reino Unido abrir uma investigação sobre práticas de precificação do site de passagens de trem e ônibus.
O conflito no Oriente Médio tem pressionado a inflação na Europa. Tanto na zona do euro quanto no Reino Unido, a taxa anual de inflação ao consumidor acelerou para 2,9% em julho, afastando-se ainda mais das metas de 2% do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).
O dirigente do BCE e presidente do BC da Finlândia, Olli Rehn, afirmou nesta quarta que, até o momento, não há sinais claros de efeitos de segunda ordem decorrentes da guerra e que a formulação da resposta de política adequada ao choque de oferta está no centro de atuação do banco central.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que a Europa não pode “se dar ao luxo” de perder a revolução digital motivada pela inteligência artificial (IA), como já ocorreu em outros momentos.