Ibovespa perde força e marca 11ª queda seguida, pior sequência em 3 anos

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O índice encontrou suporte, em uma ponta, nas ações da Petrobras.

Por Agência Estado

Em dia de poucos catalisadores, o Ibovespa tentou, mas não conseguiu romper a sequência de quedas ao longo de agosto, marcando nesta terça-feira seu 11º tombo – a maior esteira de baixas em três anos. O recuo abre espaço para uma recuperação do índice, mas analistas reforçam que as dúvidas com o cenário eleitoral e no exterior mantêm os investidores inibidos para montar posições mais direcionais.

O índice encontrou suporte, em uma ponta, nas ações da Petrobras. Voláteis, os papéis oscilaram entre o campo negativo e positivo, mas, no fim do pregão, os preferenciais firmaram alta de 0,31% e os ordinários, de 0,15%. Em outra ponta, o desempenho negativo do setor bancário seguiu pesando sobre o Ibovespa, com Itaú e Bradesco nos destaques.

“Agradou a notícia sobre a Margem Equatorial a descoberta de petróleo no poço Morpho e o petróleo em alta ajuda muito a Petrobras, mas, de forma geral, o mercado está em dúvida com a bolsa”, afirma Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez.

No saldo do dia, o principal índice da B3 terminou a sessão em baixa de 0,27%, aos 166.334,86 pontos. Pela manhã, chegou a bater no piso de 166.211,30 pontos.

As preocupações com o avanço das negociações entre EUA e Irã para abertura do Estreito de Ormuz mantêm os preços do petróleo em ascensão: nesta terça, o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 0,17%, a US$ 91,02 o barril. O avanço da commodity continua sendo um elemento positivo para a Petrobras.

Ao mesmo tempo, os conflitos no Oriente Médio seguem como pano de fundo para o movimento comedido dos estrangeiros com ativos de maior risco pelo risco em relação à inflação global, que pode levar os bancos centrais a manter os juros mais altos por mais tempo. Nesse contexto, a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), que será divulgada na quarta-feira, entra como ponto de atenção.

Sensíveis a cada nova notícia sobre os conflito entre EUA e Irã e sem indicativos para o cenário fiscal a partir do ano que vem, os estrangeiros continuam tirando recursos da bolsa e procurando outras praças com melhores opções de investimento, destaca Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio da Boa Brasil Capital.

“O dia por aqui é morno, sem novidades, acompanhando um pouco as questões eleitorais. A política começa a interferir um pouco mais”, afirma Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.

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