Itamed atinge lotação máxima e restringe novas admissões reguladas em Foz do Iguaçu
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Por Silmara Santos
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O Hospital Itamed, em Foz do Iguaçu, atingiu temporariamente a capacidade máxima de atendimento e restringiu novas admissões encaminhadas pela regulação pública. A medida foi adotada diante da elevada demanda assistencial e da ocupação integral dos leitos disponíveis.
Segundo a Fundação de Saúde Itaiguapy, responsável pelo hospital, a restrição é temporária e tem como objetivo preservar a segurança dos pacientes e manter condições adequadas de atendimento.
A situação foi comunicada à Secretaria Municipal de Saúde, à Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, à Central Estadual de Regulação e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O hospital também solicitou apoio para a transferência de pacientes que aguardam vagas em leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), além do redirecionamento temporário de novos casos regulados para outras unidades que tenham capacidade disponível.
Apesar da restrição, a Fundação de Saúde Itaiguapy esclareceu que não houve interrupção dos atendimentos de urgência e emergência. A instituição afirma que continua prestando assistência e trabalha com os órgãos gestores e reguladores para reorganizar os fluxos e retomar integralmente as admissões reguladas.
Superlotação já havia sido comunicada
A situação de superlotação havia sido comunicada pelo Itamed no último sábado (15). Na ocasião, o hospital informou aos órgãos responsáveis que os serviços de urgência nas áreas de cardiologia e oncologia estavam operando acima da capacidade.
Às 21h daquele dia, havia 21 pacientes em atendimento em um setor com capacidade para 16, representando uma ocupação de 131,25%. Sem leitos de retaguarda disponíveis, o hospital comunicou a impossibilidade de receber novos pacientes regulados e solicitou o direcionamento dos casos para outros serviços da rede.
Pressão atinge outros hospitais
A pressão sobre a rede hospitalar de Foz do Iguaçu também é registrada no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Segundo informações divulgadas na semana passada pelo diretor-geral da unidade, Áureo Ferreira, o hospital já havia emitido 22 alertas de superlotação somente neste ano.
Os alertas são emitidos quando há um desequilíbrio entre a entrada de pacientes e a liberação de leitos por meio das altas hospitalares. Na prática, a situação dificulta a absorção de novos pacientes e aumenta a pressão sobre os serviços de urgência e emergência.
O Conselho Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu (Comus) avalia que o cenário exige uma resposta coordenada da rede pública. Para o presidente do Conselho, Kalid Omairi, a superlotação deixou de ser um episódio isolado e passou a ser uma situação persistente.
Entre os problemas apontados estão a falta de leitos de retaguarda, o aumento das transferências e a pressão sobre os hospitais de referência do SUS.
Kalid defende a elaboração de um plano de contingência para ampliar temporariamente a estrutura de atendimento e reorganizar os fluxos de pacientes.
Secretaria acompanha situação
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha a situação de capacidade crítica do Hospital Itamed e mantém articulação com a instituição, a 9ª Regional de Saúde e a Central Estadual de Regulação.
Segundo a pasta, o objetivo é organizar os fluxos e reduzir os impactos para a população. A Secretaria reforçou que não houve suspensão ou encerramento do atendimento pelo SUS, mas um esgotamento temporário da capacidade assistencial do Itamed.
A situação exige atuação integrada dos serviços de saúde, especialmente dos mecanismos de regulação, para garantir a transferência de pacientes e o direcionamento de novos casos para unidades que tenham condições de atendimento.
O cenário volta a evidenciar a pressão sobre a rede hospitalar de Foz do Iguaçu e a necessidade de leitos de retaguarda para evitar que a superlotação dos serviços de urgência comprometa a capacidade de atendimento das unidades.
Com informações de Rádio Cultura Foz.