Petróleo fecha em alta e Brent supera US$ 90 com novo temor de escalada no Oriente Médio

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Com o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã encerrando nesta segunda-feira, diversas autoridades iranianas reafirmaram que retomá-lo dependerá das atitudes dos americanos, ao reiterar que estão “prontos para agir” contra eventuais ataques de Washington ou Israel.

Por Agência Estado

Os indícios de nova escalada nas tensões no Oriente Médio fizeram o petróleo fechar em alta de quase 3% e levaram o Brent de volta para o patamar de US$ 90 por barril. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 2,55% (US$ 2,10), a US$ 84,50 por barril. O petróleo Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 2,65% (US$ 2,35), a US$ 90,87 o barril.

Com o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã encerrando nesta segunda-feira, diversas autoridades iranianas reafirmaram que retomá-lo dependerá das atitudes dos americanos, ao reiterar que estão “prontos para agir” contra eventuais ataques de Washington ou Israel.

As declarações iranianas ocorrem depois que o presidente americano Donald Trump voltou a dizer hoje que o principal objetivo é impedir que o Irã tenha uma bomba nuclear.

O chefe da Casa Branca também ameaçou bombardear Omã caso o país “se intrometa” nos planos de Washington para o Estreito de Ormuz.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, descartou preocupações com o prolongamento da guerra contra o Irã, afirmando que o aumento na produção de energia americana está compensando o fluxo fraco de navegação no Estreito de Ormuz, e reforçou afirmação feita anteriormente por Trump, de que os EUA controlam o Estreito de Ormuz.

O Irã reafirmou nesta segunda-feira que chegou a um acordo com Omã para trânsito no Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse em Teerã que “foi alcançado um entendimento sobre o mapa da rota de trânsito”, sem dar maiores detalhes.

Segundo monitoramento da Marine Traffic, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz caiu quase 20% nos últimos dias, enquanto pelo Estreito de Bab el-Mandeb aumentou quase 7%, apesar da continuidade dos ataques a embarcações na região.

Para a analista Soojin Kim, do MUFG, a incerteza geopolítica contínua e os riscos a rotas-chave mantêm embutido nos preços do petróleo um prêmio de risco substancial. “Os EUA não participam das discussões Irã-Omã e continuam exigindo passagem irrestrita por Ormuz. Eles também estão preparando ferramentas econômicas adicionais para usar contra o Irã, enquanto o próprio Irã está se reforçando”, afirma.

Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reuniu nesta segunda-feira com o negociador para o Oriente Médio, Jared Kushner. O diplomata tenta obter o aval de Israel a um roteiro para avançar o acordo de trégua em Gaza, depois de uma reunião com o Hamas. A retirada de Israel e o fim dos ataques a Gaza e o Líbano são condições impostas pelo Irã nas negociações com os EUA.

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