Preocupação do mercado com Brasil se sobrepõe a efeitos de dados e juros operam em leve alta

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André Shiokawa, gestor de renda fixa e moedas da Asset1, ressalta que desde a semana passada há indícios de que os investidores estão diminuindo os riscos associados ao Brasil conforme as eleições se aproximam.

Por Agência Estado

As taxas dos contratos de DI chegam ao início da tarde desta quarta-feira, 12, em alta, depois de começarem o dia em baixa. Investidores se dividem entre a perspectiva crescente de que os juros dos Estados Unidos seguirão estáveis em setembro, o que traz alívio à curva de juros, e os indícios de que há um movimento de redução na exposição a ativos do Brasil, que tem o efeito oposto.

André Shiokawa, gestor de renda fixa e moedas da Asset1, ressalta que desde a semana passada há indícios de que os investidores estão diminuindo os riscos associados ao Brasil conforme as eleições se aproximam. A campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, próximo domingo, e a votação será em 4 de outubro.

Rodrigo Franchini, especialista de soluções de investimentos na Monte Bravo, disse que a abertura da curva reflete a leitura do mercado de ausência de melhora significativa no risco relacionado ao Brasil dadas as incertezas no quadro fiscal e de política monetária.

Pela manhã, as taxas de DI chegaram a cair após dados mostrarem que a receita real do setor de serviços ficou estável em junho ante maio – acima do previsto (-0,2%), mas com maior disseminação de taxas negativas, com queda em quatro dos cinco setores pesquisados.

Depois, quando dados mostraram inflação ao consumidor dos Estados Unidos em linha com o previsto em julho, o movimento de baixa das taxas de DI se acentuou, visto que o mercado passou a esperar mais chances de manutenção que de alta dos juros do país em setembro. No caso do Brasil, a aposta majoritária tanto na curva de DI quanto nas opções de Copom é de corte de 0,25 ponto porcentual da Selic no mês que vem – sem grandes alterações em relação a ontem.

Por volta das 11h55, a taxa do contrato de DI para janeiro de 2027 caía a 13,750%, de 13,761% no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2029 tinha alta a 14,245%, de 14,197% no ajuste de terça-feira, e a taxa para janeiro de 2031 avançava a 14,475%, de 14,432%.

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