Homem é esfaqueado e tem casa incendiada em assalto em Ponta Grossa

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Vítima teve carro e celular roubados; um dos presos pede liberdade alegando que não tem relação com o crime.
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Itens apreendidos pela polícia durante as prisões relacionadas ao caso, em Ponta Grossa (Foto: divulgação/Polícia Civil)

Por Redação CGN

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Um homem foi esfaqueado no pescoço e teve a residência incendiada durante um assalto na noite da última segunda-feira (10), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A vítima, de 25 anos, foi socorrida com ferimentos e encaminhada à UPA Santa Paula. A Polícia Civil prendeu três suspeitos de participação no crime, e o Ministério Público do Paraná (MPPR) pediu a conversão das prisões em flagrante em prisão preventiva. Um dos presos já apresentou pedido de liberdade provisória.

Como foi o assalto

Populares relataram que a vítima chegou em casa acompanhada de mais três pessoas quando, em determinado momento, foram ouvidos gritos de socorro e o imóvel começou a pegar fogo. O Corpo de Bombeiros foi acionado para o combate às chamas.

De acordo com a apuração policial, confirmada pela CGN, os autores amarraram as mãos e as pernas da vítima e desferiram golpes de faca em seu pescoço antes de atear fogo à casa. Foram levados o veículo Volkswagen Gol da vítima, de cor prata, e um aparelho celular.

Buscas e prisões

Segundo informações levantadas pela CGN, a polícia chegou a um endereço na Rua Duarte da Costa, no bairro Cara Cara, após denúncia anônima de que o carro roubado estaria no local e de que estariam tentando comercializá-lo.

No imóvel, os policiais encontraram um suspeito de 20 anos e outro de 25 anos. Segundo o relato policial, o suspeito de 20 anos teria confessado participação no roubo do veículo e informado que havia incendiado o carro pouco antes — que foi localizado já queimado e sem rodas em uma estrada não pavimentada nas proximidades. Os dois foram flagrados queimando as placas do carro roubado em uma churrasqueira.

No local também foram apreendidos cerca de 58 gramas de substância análoga à cocaína, fracionada em 81 pacotes, além de dois simulacros de arma de fogo.

Em seguida, a polícia foi até uma residência no bairro Olarias, onde um terceiro suspeito, de 19 anos, foi localizado com objetos ligados ao crime, entre eles o celular da vítima, um iPhone azul, e um narguilê que também teria sido subtraído.

O que pede o Ministério Público

Na manifestação enviada à Justiça, o MPPR pediu a homologação da prisão em flagrante e a conversão em prisão preventiva dos três autuados, sob o argumento de garantia da ordem pública. O promotor destacou a quantidade de droga apreendida, o uso de violência e a gravidade dos fatos.

O órgão apontou ainda que o suspeito de 19 anos já possui condenações transitadas em julgado por tráfico de drogas em outros dois processos, além de responder por receptação em um terceiro. Os suspeitos de 20 e 25 anos não têm antecedentes criminais, segundo a promotoria.

Os suspeitos de 19 e 20 anos são investigados por tentativa de latrocínio (art. 157, §§2º e 3º, c/c art. 14, II, do Código Penal) e tráfico de drogas (art. 33 da Lei 11.343/06). O suspeito de 25 anos é investigado apenas por tráfico de drogas.

Dois pedidos de liberdade provisória

A defesa do suspeito de 20 anos protocolou pedido de liberdade provisória com aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico e recolhimento noturno. Segundo a petição, ele é primário, tem residência fixa, possui histórico de trabalho formal e é pai de um bebê de 6 meses. A defesa argumenta que ele não seria usuário nem comercializava drogas e que a sacola com o entorpecente teria sido entregue por outra pessoa diretamente ao suspeito de 25 anos.

Já a defesa do suspeito de 25 anos sustenta que ele não tem qualquer relação com a tentativa de latrocínio, tendo sido apenas localizado no mesmo imóvel onde o suspeito de 20 anos foi encontrado. Segundo a petição, a nota de culpa expedida pela autoridade policial menciona apenas a suspeita de tráfico de drogas contra ele, sem citar participação no latrocínio. A defesa argumenta ainda que não há prova de que a droga apreendida no imóvel pertencesse a ele, já que outras pessoas também estavam no local, e destaca que ele não tem condenação criminal, possui endereço fixo em Ponta Grossa e trabalho lícito como Microempreendedor Individual, atuando com o pai.

Ambas as defesas argumentam que a lei veda a decretação de prisão preventiva baseada apenas na gravidade abstrata do delito, sem elementos concretos que demonstrem risco à ordem pública, e pedem a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão.

O caso segue em análise pelo Juizado das Garantias/1ª Vara Criminal de Ponta Grossa, que decidirá sobre a conversão das prisões em preventivas ou a concessão de liberdade provisória. O espaço permanece aberto para manifestação dos demais envolvidos.

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