Dia de Santa Clara lembra mulher que trocou uma vida confortável por um caminho de fé
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Por Redação
Antes de ser associada à televisão, Santa Clara de Assis já havia construído uma história própria, marcada pela fé, pela renúncia e pela defesa de uma vida simples. Nesta terça-feira (11), a Igreja Católica celebra a santa italiana, fundadora da Ordem das Clarissas.
Nascida em uma família nobre de Assis, na Itália, Clara contrariou os planos familiares de um casamento vantajoso. Aos 18 anos, deixou a casa e seguiu os passos de Francisco de Assis, dedicando a vida à espiritualidade e à pobreza voluntária. Mais tarde, fundou o ramo feminino da Ordem Franciscana.
Sua trajetória também ganhou um capítulo curioso que séculos depois a aproximaria de algo que provavelmente jamais poderia imaginar: a televisão. Segundo a tradição, quando estava doente e não conseguia participar de uma celebração, Clara teria conseguido acompanhar à distância o que acontecia na igreja. O relato contribuiu para que o Papa Pio XII a declarasse padroeira da televisão em 1958.
Há algo bonito nessa coincidência. Uma mulher que viveu no século XIII acabou ligada, simbolicamente, a uma das maiores invenções da comunicação moderna. Talvez porque, em essência, ambas as histórias falem de uma mesma vontade humana: estar perto mesmo quando não é possível estar presente.