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Trabalhadores dos Correios seguem em greve e 70 mil trabalhadores estão parados

Em Cascavel, cerca de 85% da classe está parada, sendo que os outros 15% seguem com os atendimentos à população. ...

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Por Fábio Wronski

No terceiro de greve, cresce a mobilização em torno da Greve dos Correios, deflagrada na noite de segunda-feira (17/08).

Com cerca de 70% de adesão da categoria, o que abrange cerca de 70 mil trabalhadores, principalmente dos setores operacionais e de atendimento, a FENTECT estima mais de 35 mil funcionários dos Correios paralisados no chamado Corredor Comercial, onde circula a maior receita dos Correios e abrange estados como SP, RJ, MG, PR e RS, que juntos agregam mais de 50 mil trabalhadores.

Em Cascavel, cerca de 85% da classe está parada, sendo que os outros 15% seguem com os atendimentos à população.

No restante do país, a adesão segue forte devido aos ataques promovidos pela direção da empresa, que se nega desde o início das negociações a dialogar com a categoria. Ao contrário, segue reafirmando a retirada de direitos e mentindo não ao algar ajuste fiscal com um suposto deficit, o qual já foi comprovado por balancetes da própria empresa que houve lucro no último ano. Trabalhadores ecetistas de todo o país e seus sindicatos filiados seguem mobilizados por tempo indeterminado aguardando um posicionamento da empresa.

A categoria espera sensibilidade do Supremo Tribunal Federal que segue em julgamento da sentença normativa que pode suspender a liminar dos Correios que retira a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o que ocasionou a retirada de 70 cláusulas como benefícios como Licença à Maternidade de 180 dias, adicional de risco, auxílio para dependentes com necessidades especiais, entre outros que não possuem qualquer impacto financeiro. A retirada desses direitos impactará na redução direta de até 40% na remuneração dos trabalhadores ecetistas, sem falar a redução desde o dia 1º de agosto de mais de R$ 200 referentes à alimentação, o que possui grande impacto para um trabalhador que ganha o piso nacional na faixa de R$ 1.700.

Sindicatos filiados seguem com diversos atos e manifestações e realizarão assembleias para avaliação da greve. Seguimos em mobilização permanente em defesa da vida, direitos e empregos.

Assessoria

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