Nem Lula, nem Bolsonaro: o outsider que está mudando o debate em 2026

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Com a fragmentação da direita e o desgaste do governo, candidato do partido Missão ganha espaço com propostas de segurança pública e ajuste fiscal.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Redação CGN

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Nem Lula, nem Bolsonaro. Ao que tudo indica, o Brasil está descobrindo uma terceira via — e essa via está crescendo.

O cenário que se desenha para 2026 é diferente de tudo que vivemos nas últimas eleições. Com a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, o campo que antes girava em torno de um único nome se fragmentou. Do outro lado, Lula chega ao pleito desgastado por um governo que a maioria da população sente no bolso — inflação, insegurança, promessas de campanhas que não saíram do papel. É nesse vácuo, entre um campo sem líder claro e um governo que já não convence nem os seus, que a terceira via deixou de ser força de discurso e se tornou fato político. Não é mais sobre escolher o “menos pior” entre dois nomes: é sobre um espaço real se abrindo para propostas, enquanto os dois polos tradicionais seguem repetindo a disputa de sempre com promessas que não serão cumpridas.

Por muitos anos o eleitor brasileiro foi refém do mesmo roteiro: acusações de um lado, promessas vazias do outro, e a eterna obrigação de escolher entre “esquerda” e “direita” como se essas etiquetas resolvessem alguma coisa na vida real. Em 2026 esse roteiro começou a rachar. E rachou justamente onde ninguém esperava: num candidato que corre por fora, sem padrinho na Esplanada, sem bancada consolidada no Congresso e, o mais raro de tudo, disposto a dizer o que a maioria não quer ouvir — porque o remédio amargo é o único que cura de verdade.

Falamos de Renan Santos, 42 anos, paulista da zona leste, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e hoje candidato à Presidência da República pelo partido Missão, legenda que estreia nas urnas neste ano depois de reunir mais de 800 mil assinaturas para sair do papel. Ao seu lado na chapa está o tenente-coronel da reserva Aroldo Medina, nome que soma experiência em segurança pública a um projeto que se apresenta como alternativa real — não apenas discurso de campanha.

E aqui está o ponto que mais chama atenção: Renan chegou com propostas. Enquanto boa parte do tabuleiro eleitoral ainda discute qual sobrenome vai ocupar o Planalto, o candidato do Missão colocou no papel um plano que passa por ajuste fiscal de verdade, corte de gastos da máquina pública, redução de renúncias fiscais e uma guerra declarada ao crime organizado. Não é papel de intenções. É plano de governo.

“Prendeu, matou” não é o que dizem que é

Nenhuma outra bandeira da candidatura tem sido tão divulgada quanto o bordão adotado pela militância mais jovem: “Prendeu, matou”. Os adversários tentam vender a ideia de que se trata de apologia à barbárie. Não é. O recado é outro, e é simples: o Brasil precisa voltar a ter Estado. Precisa de uma polícia com autoridade para agir, de bandido sabendo que crime tem consequência, e de cidadão de bem sabendo que o poder público está do lado dele — não do lado de quem aterroriza sua rua, sua família, seu comércio.

Ninguém está defendendo execução sumária. Está se defendendo que quem se entrega, responde na cadeia; quem escolhe o confronto, sabe que pode perder. E o direito de quem trabalha, de quem cria os filhos com medo de bala perdida, não pode continuar sendo tratado como secundário diante do direito de quem escolheu o crime como profissão. Não é discurso de ódio. É bom senso que faltou por décadas.

Um recado que atravessa esquerda e direita

O que Renan Santos propõe não pergunta em quem você votou da última vez. Prosperidade, para ele, significa poder de compra, segurança e direitos garantidos — pauta que deveria interessar a qualquer brasileiro, independentemente de legenda. É um discurso que tenta furar a polarização que nos paralisou nos últimos ciclos eleitorais, na qual o debate sobre projeto de país foi trocado por cabo de guerra entre torcidas.

Hoje a conversa dominante segue girando em torno de Lula e de Flávio Bolsonaro. Mas há uma terceira via se afirmando com propostas na mesa — e ela merece a atenção de quem está cansado de escolher o “menos pior”.

O tempo dá razão a quem incomoda primeiro

A história política brasileira já nos ensinou essa lição antes. Quem hoje revisita entrevistas antigas de Enéas Carneiro, tão ridicularizado em seu tempo, encontra um homem que enxergou problemas décadas antes de o país admitir que eles existiam. Não estamos dizendo que Renan Santos acertará em tudo, nem que cumprirá suas promessa. Estamos dizendo que a coragem de falar o que incomoda, quando os outros preferem o silêncio confortável, já é, por si só, uma contribuição rara ao debate público.

Lula não vai melhorar sua vida. Já teve três mandatos para isso, e sua vida não melhorou. E hoje, como ela está? Você está satisfeito vendo seu dinheiro não valer nada, sumindo mais rápido do que entra? Se ele não fez até agora, não vai fazer agora. Não acredite. Os números e os sinais dos últimos meses apontam para o caminho contrário. Diante disso, o eleitor tem uma escolha a fazer — e ela não se resume a votar contra alguém, mas a votar a favor de um projeto que, pela primeira vez em muito tempo, chegou às urnas com propostas de verdade.

Pense. Reflita. O seu voto em 2026 vai definir se o Brasil segue no caminho da prosperidade ou no da pobreza.

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