Conheça o menino que retirou câncer cerebral e é considerado ‘milagre’ em escola de Cascavel
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Por Luiz Haab
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Hoje, os passos do Mateus parecem naturais. Ele é um vencedor. Tem cinco anos de idade e um milagre para contar.
“Há uma ano, ele fez uma cirurgia de um tumor na cabeça. Ele ficou paralisado e só mexia a mãozinha direita”, conta a mãe, Adriana Mendes.
Depois de enfrentar o câncer cerebral, o garoto veio para a Escola da Transparência I, em Cascavel, com muitas limitações motoras.
O Mateus chegou pra gente totalmente dependente. Ele era uma criança que dependia de nós para se alimentar, tomar água, colocar fralda, tudo…”, lembra a professora Dilva Dalmina.
Nos cinco meses de escola, o menino evoluiu muito. Tanto que até está voltando a falar. Com acompanhamento da Educação Especial e o trabalho integrado de professores e funcionários, cada atividade passou a ser também um estímulo para o desenvolvimento, como explica a coordenadora pedagógica Valdirene Cristina da Silva: “É uma escola que abraçou uma causa. Quando a mãe chegou aqui e nos entregou o laudo, eu fui lendo e vendo a condição. Falei: ‘meu Deus, parece que esse menino está em estado vegetativo’. Mas a gente tem aqui um trabalho em conjunto. Eu sentei com os meus professores e falei: ‘vocês não sabem, eu não sei… vamos receber o aluno e vamos juntos abraçar essa causa’. Deu tudo certo e o Mateus é só alegria pra gente”.
Para a família, a escola se transformou em um espaço de acolhimento e desenvolvimento. O tratamento médico continua sendo fundamental, mas a convivência diária e os estímulos recebidos no ambiente escolar passaram a fazer parte da recuperação.
“Ele consegue fazer as letrinhas um pouquinho do jeitinho deles, ele consegue com a ajuda dos professores e com a ajuda daqueles alunos abençoados. Que eu agradeço a mãe e a ajuda dos alunos abençoados, porque eles têm um amor com o meu filho. Então a escola é muito importante, eu sempre falo, a escola é a segunda família do aluno”, descreve a mãe.
Os amiguinhos da sala, todos pequeninhos de coração gigante, também estão na torcida pelo Mateus. “Nossa, o que eu mais me emociono é ver esses amigos dele ajudando na evolução, os professores, os diretores, as cozinheiras que faziam a comida pastosa dele com muito amor. Onde tem amor a criança evolui”, acrescenta Adriana.
“Ele tinha muita vontade e ele não aceitou a condição que a doença impôs. Ele lutou contra e está voltando a ser uma criança saudável novamente”, finaliza a professora.