BC: Projeção de IPCA no 1º trimestre de 2028, horizonte relevante, segue em 3,2%

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A projeção segue 0,2 ponto porcentual acima do centro da meta de inflação, de 3%.

Por Agência Estado

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no 1º trimestre de 2028 em de 3,2%, considerando o cenário de referência. Nesta quarta-feira, 5, esse se tornou o horizonte relevante da política monetária.

A projeção segue 0,2 ponto porcentual acima do centro da meta de inflação, de 3%. Isso indica que a trajetória de juros embutida no Focus é insuficiente para fazer a inflação convergir ao alvo no período de seis trimestres observado pelo BC.

As medianas do relatório indicam que a Selic estará de 13,75% no fim deste ano e cairá a 12,0% no fim de 2027 e a 10,50% no fim de 2028.

Nesta reunião, o Copom reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, de 14,25% para 14,0% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com a expectativa de 56 das 60 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast.

Ao justificar a decisão, o colegiado disse entender que essa “decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz o comunicado.

Desde a última reunião, realizada em junho, a mediana do Focus para o IPCA de 2026 caiu de 5,30% para 5,03%. Em contrapartida, as estimativas para 2027 e 2028 avançaram, de 4,10% para 4,22% e de 3,68% para 3,80%, respectivamente. Já a cotação do dólar utilizada pelo Comitê em suas projeções seguiu em R$ 5,10.

Nesta quarta-feira, projeção do Copom para o IPCA acumulado em 2026 caiu de 5,2% para 5,1%. Para 2027, subiu de 3,7% para 3,8%.

O colegiado também ajustou as estimativas para a inflação de preços livres em 2026 (5,3% para 5,1%), 2027 (3,7% para 3,9%) e no 1º trimestre de 2028 (3,2% para 3,1%). Para os preços administrados, revisou as estimativas para 2026 (4,7% para 4,9%), 2027 (3,9% para 3,5%) e manteve a projeção de 3,5% para o 1º trimestre de 2028.

Todas as estimativas levam em conta a evolução da taxa de câmbio conforme a paridade do poder de compra (PPC), a trajetória da Selic embutida no relatório Focus e o preço do petróleo seguindo a curva futura por aproximadamente seis meses, passando a aumentar 2% ao ano posteriormente.

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