Augusto Cury propõe semipresidencialismo e diz que chamaria Tarcísio para ser primeiro-ministro

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Ele afirmou, ainda, que indicaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para ocupar o segundo cargo.

Por Agência Estado

O escritor Augusto Cury (Avante) disse nesta segunda-feira, 3, que, se for eleito presidente da República, defenderá a transformação do sistema político do Brasil em um regime semipresidencialista, onde haverá um presidente para cuidar das questões de Estado e um primeiro-ministro que governará o País.

Ele afirmou, ainda, que indicaria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para ocupar o segundo cargo.

“Tarcísio, há muito tempo eu tenho te acompanhado e te admiro. Se eu tiver o privilégio de sentar na cadeira de presidente, eu convocaria duas grandes reformas iniciais”, disse Cury, abordando a mudança no regime de governo.

“Haverá um presidente que cuidará do estratégico, das Forças Armadas, e um primeiro-ministro para gerir essa nação continental. E um primeiro-ministro que está no meu radar, e que eu teria o privilégio de convidar, se chama Tarcísio de Freitas”, continuou ele.

As declarações foram feitas em convenção que confirmou o escritor como candidato a presidente da República.

Tarcísio, que estava na mesa oficial da convenção, já que o Avante apoiará sua reeleição, não esboçou reação. Ele conversava com outra pessoa enquanto Cury discursava. Mais cedo, o governador desejou “boa sorte” ao escritor.

“Para dizer a você, Augusto Cury, que com muita coragem, você que é uma pessoa consagrada, que se lança à Presidência da República, a gente está aqui para te desejar também boa sorte nessa caminhada. É uma alegria poder contar com cada um de vocês e eu quero que cada um de vocês possa contar comigo”, disse Tarcísio, se dirigindo também aos candidatos a deputado que estavam na plateia.

A ideia de um semipresidencialismo chegou a ser proposta na Câmara dos Deputados no ano passado. No modelo, presidente divide o poder com um primeiro-ministro, que é escolhido pelo Congresso Nacional. São os parlamentares que votam para definir um nome, que depois é nomeado pelo presidente.

No modelo proposto na PEC, o premiê é responsável por formular um plano de governo e dirigir a administração federal, inclusive gerenciando o Orçamento e indicando ministros.

Já o presidente ganharia o poder de dissolver a Câmara dos Deputados em caso de grave crise política e institucional e convocar extraordinariamente o Congresso Nacional. O chefe de Estado também manteria a capacidade de nomear ministros do STF e demais tribunais superiores, chefes da missão diplomática, diretores do Banco Central, o procurador geral da República e o advogado-geral da União. Além disso, poderia sancionar ou vetar projetos do Congresso Nacional, assim como cuidar de assuntos relativos a Forças Armadas e a questões de guerra e paz.

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