Dólar fecha em leve alta com queda do petróleo; mercado aguarda comunicado do Copom

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O avanço tímido da divisa norte-americana ante o real ainda reflete algum ajuste após a intervenção no iene na última semana, em operação que envolveu o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e o Tesouro dos Estados Unidos.

Por Agência Estado

O dólar à vista fechou a primeira sessão de agosto em leve alta de 0,33%, a R$ 5,0870. O movimento respondeu à queda de cerca de 5% dos preços do petróleo, em meio aos anseios pela retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

O avanço tímido da divisa norte-americana ante o real ainda reflete algum ajuste após a intervenção no iene na última semana, em operação que envolveu o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) e o Tesouro dos Estados Unidos. Esta foi a primeira intervenção dos EUA no iene desde 2011.

Depois de oscilar entre mínima de R$ 5,0535 e máxima de R$ 5,09020, o dólar à vista terminou o dia a R$ 5,0870. No ano, a moeda norte-americana cede 7,32% ante o real.

“A taxa de câmbio tem respondido muito aos preços de commodities que o Brasil exporta. A extensão desse movimento de queda dos preços de petróleo influencia, em boa medida, o câmbio por aqui”, resume o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo.

Além disso, o economista cita o fluxo cambial total de 20 a 24 de julho, negativo em US$ 1,065 bilhão, conforme informou o Banco Central na última semana. “Não é nada grave, mas não costuma acontecer com frequência”, observa.

No cenário doméstico, investidores assimilaram o boletim Focus divulgado nesta segunda, que mostrou redução da taxa Selic no fim do ano de 14% para 13,75%, após cinco meses de estabilidade. “Esse movimento também têm contribuído para a redução dos juros futuros, tanto na ponta curta quanto na ponta longa”, diz o economista.

Para o diretor de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, uma série de moedas registraram comportamentos mistos, a exemplo do iene, ainda digerindo a intervenção sobre a moeda na semana passada. Já quando se observa o comportamento do real frente a outros pares emergentes, avalia que o movimento “está em linha”. “O real se valorizou frente ao peso chileno e está mais estável ante o peso mexicano há um tempo. Em um contexto global, o juro elevado limita a desvalorização do real”, afirma.

Às 17h18, o dólar futuro para setembro subia 0,03%, a R$ 5,1185. O índice DXY, que mede a força da moeda americana contra outras seis divisas fortes, também subia 0,03%. Galhardo, da Análise Econômica, considera que o DXY ficou “praticamente de lado” no pregão de hoje, em espera para um eventual novo acordo entre Estados Unidos e Irã.

Agora, o mercado está em compasso de espera para o comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) da quarta-feira, uma vez que a expectativa majoritária dos analistas é por mais um corte de 0,25 ponto porcentual no juro básico, indo a 14% ao ano.

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