"Foi a situação mais brutal que eu já vi": diz delegado sobre caso de estupro em Guaraniaçu
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Por Diego Cavalcante
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O delegado Emanuel Fernandes Monteiro de Almeida, responsável pelo atendimento do caso, concedeu entrevista e relatou detalhes da ocorrência envolvendo uma jovem de 18 anos que teria sido vítima de estupro e roubo dentro da própria residência, em Guaraniaçu, no Oeste do Paraná.
Segundo o delegado, a Polícia Militar foi acionada neste sábado (1º) para atender a ocorrência. O suspeito, que seria conhecido na região, teria utilizado uma falsa história de entrega para conseguir entrar na casa da vítima.
Conforme relatado pela autoridade policial, o homem teria apresentado uma justificativa convincente para que a jovem permitisse sua entrada. Na sequência, ela teria sido rendida e submetida à violência sexual. O crime teria ocorrido na presença do filho da vítima, uma criança de quatro anos.
Além da violência sexual, a vítima também teria tido um aparelho celular, um iPhone, levado pelo suspeito. Ainda segundo o delegado, o aparelho teria sido posteriormente trocado por drogas em um ponto de venda de entorpecentes.
Suspeito foi preso pela PM
Após o pedido de socorro da vítima, familiares e equipes policiais foram até o local. A criança também foi encontrada bastante abalada após presenciar a situação.
O suspeito foi localizado e preso em flagrante pela Polícia Militar. Ele foi encaminhado à Central de Flagrantes, em Cascavel, onde, segundo o delegado, permaneceu em silêncio durante o procedimento.
A vítima, apesar de profundamente abalada, prestou depoimento e relatou à polícia o que teria acontecido. O delegado destacou a importância da coragem da jovem em procurar ajuda e registrar os fatos.
Delegado faz alerta às vítimas
Durante a entrevista, Emanuel Fernandes Monteiro de Almeida reforçou que vítimas de violência sexual não devem se sentir culpadas pelo crime cometido contra elas.
Segundo o delegado, situações de violência sexual podem provocar um forte sentimento de vergonha nas vítimas, mas a responsabilidade deve recair exclusivamente sobre o agressor.
“A mulher é a vítima e não pode se sentir culpada ou responsabilizada pela violência cruel que sofreu”, afirmou.
O delegado também orientou que vítimas procurem os órgãos competentes para que o caso seja registrado e as medidas necessárias sejam adotadas contra os responsáveis.
Ao comentar a gravidade da ocorrência, o delegado afirmou que se tratou de uma das situações mais brutais que presenciou durante seus quatro anos de atuação na função.
“Confesso que foi a situação mais brutal que eu já vi nesses quatro anos como delegado”, finaliza.