PM detalha atendimento de jovem que denunciou falsa promessa de trabalho como modelo em Cascavel
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Por Diego Cavalcante
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O capitão Cardoso, da Polícia Militar, concedeu entrevista à imprensa na tarde desta quarta-feira (29) para detalhar a ocorrência envolvendo uma jovem de 21 anos, natural do Rio Grande do Sul, que procurou ajuda após denunciar que veio para Cascavel com a promessa de trabalhar como modelo, mas acabou desempenhando atividades diferentes das combinadas.
Segundo o oficial, a equipe policial foi acionada inicialmente para verificar uma denúncia de possível cárcere privado. Ao chegar ao endereço, os militares encontraram a jovem em situação considerada estável, sem sinais aparentes de maus-tratos ou necessidade de atendimento médico.
Conforme o relato apresentado pela vítima aos policiais, ela conheceu a mulher responsável por trazê-la para Cascavel há cerca de três anos, por meio de contatos pela internet. A proposta seria atuar como modelo, porém, ao chegar à cidade, passou a realizar serviços domésticos na residência da mulher, situação diferente daquela que havia sido prometida.
Durante a averiguação, a Polícia Militar constatou que a jovem tinha acesso à residência, possuía a chave do imóvel e, em princípio, tinha liberdade para sair do local. Diante dessas circunstâncias, o oficial explicou que caberá à Polícia Civil analisar se os fatos se enquadram ou não no crime de cárcere privado.
Ainda conforme o capitão Cardoso, a mulher confirmou aos policiais que trouxe a jovem para Cascavel com a intenção de que ela trabalhasse como modelo em uma empresa que estaria em fase de abertura. A justificativa apresentada foi de que a atividade ainda não havia começado porque o empreendimento não estava em funcionamento.
A vítima relatou à equipe que estava na cidade havia aproximadamente um mês e que ainda não havia recebido qualquer remuneração. O principal ponto apresentado por ela, segundo a Polícia Militar, foi o fato de estar exercendo uma função diferente da prometida.
Após o atendimento no local, a jovem e a mulher foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos. O delegado responsável dará continuidade às investigações e irá apurar todos os fatos, incluindo a eventual existência de outros envolvidos e a possível prática de crimes.
Como a jovem não possui familiares em Cascavel, a Polícia Militar informou que prestou apoio para que ela pudesse organizar o retorno ao Rio Grande do Sul. Também foi realizado contato com a família da vítima para que recebesse o suporte necessário durante o deslocamento de volta ao estado de origem.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá definir os próximos encaminhamentos após a análise dos depoimentos e das demais provas reunidas.