Entenda por que dividir as tarefas domésticas pode aumentar a atração no relacionamento
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Por Silmara Santos
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Uma tendência que vem ganhando força nas redes sociais está mudando a forma como muitas pessoas enxergam a atração dentro dos relacionamentos. Chamado de choreplay, o termo descreve a percepção de que parceiros que participam espontaneamente das tarefas domésticas podem se tornar mais atraentes para suas companheiras.
A palavra é a junção de dois termos em inglês: “chore”, que significa tarefa doméstica, e “foreplay”, usado para se referir às preliminares. Apesar do nome sugestivo, a ideia não é que lavar a louça ou limpar a casa garanta sexo, mas sim que essas atitudes demonstram responsabilidade, parceria e divisão equilibrada das responsabilidades.
Segundo especialistas em relacionamentos, o aumento da atração está ligado ao sentimento de companheirismo. Quando um dos parceiros assume parte das tarefas sem precisar ser cobrado, reduz a sobrecarga do outro e fortalece a sensação de respeito e igualdade dentro da relação.
Também é importante lembrar que o desejo sexual é influenciado por diversos fatores, como estresse, ansiedade, cansaço, uso de medicamentos, alterações hormonais, menopausa e problemas de saúde. Ou seja, dividir as tarefas da casa pode contribuir para um ambiente mais saudável e harmonioso, mas não determina, por si só, a frequência ou o interesse sexual.
Como colocar o choreplay em prática
Entre as atitudes apontadas como positivas para fortalecer a parceria estão:
- Dividir as tarefas domésticas por iniciativa própria;
- Planejar juntos o que precisa ser feito em casa;
- Não tratar a intimidade como recompensa por realizar obrigações;
- Reservar momentos de qualidade para o casal após os afazeres;
- Conversar sobre cansaço e expectativas antes de dormir;
- Fazer as tarefas naturalmente, sem esperar elogios ou reconhecimento em troca.
Mais do que uma tendência da internet, o choreplay reforça uma ideia simples: relacionamentos tendem a se fortalecer quando as responsabilidades são compartilhadas e ambos se sentem valorizados e respeitados.
Fonte: Metrópoles