Polícia Civil de Santa Tereza identifica paradeiro de foragido por triplo homicídio após 13 anos
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Por Fábio Wronski
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A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Polícia de Santa Tereza do Oeste, confirmou a identificação do paradeiro de Estevan de Aguiar Mariotto, foragido por triplo homicídio em Santa Tereza do Oeste desde 2013. O caso, que chocou a cidade, envolveu uma emboscada sob o pretexto de negociação de cigarros contrabandeados, resultando na morte de três pessoas e na tentativa de homicídio de uma quarta, que conseguiu escapar e foi fundamental para a investigação.
Na época, Estevan de Aguiar Mariotto teve mandado de prisão preventiva expedido, mas permaneceu foragido e não foi citado na ação penal do triplo homicídio em Santa Tereza do Oeste. Os demais coautores foram condenados pelo Tribunal do Júri, com penas que chegaram a 31 anos de prisão.
Além do crime na cidade paranaense, Mariotto também era procurado por condenação definitiva de 12 anos de reclusão pela Justiça de Santa Catarina, por extorsão mediante sequestro ocorrido em Itapema (SC), em 2009. Na ocasião, ele participou do sequestro do filho de um empresário, exigindo resgate milionário. Após o pagamento, foi preso em Cascavel com o dinheiro do resgate e objetos utilizados no crime.
Após anos de investigações e cruzamento de informações, a equipe da Delegacia de Santa Tereza do Oeste confirmou que Estevan de Aguiar Mariotto viveu no Paraguai usando identidade falsa de “Valdemir Borcato”. Lá, ele foi preso pelo homicídio e ocultação do cadáver do estudante Horacio David Alejandro Verón Báez, em Encarnación, em 2019, crime que ganhou grande repercussão na imprensa paraguaia como “Caso Horacio Verón”. Pouco tempo depois, Mariotto cometeu suicídio na prisão paraguaia.
A confirmação definitiva da identidade e do óbito de Estevan de Aguiar Mariotto só foi possível após minucioso trabalho investigativo da Polícia Civil de Santa Tereza do Oeste, que comprovou que o preso no Paraguai sob nome falso era o mesmo foragido procurado no Brasil. Agora, a Polícia Civil comunicará o Judiciário para as providências de baixa do mandado de prisão, após os trâmites de cooperação internacional.
O caso reforça o compromisso da Polícia Civil do Paraná na busca pela responsabilização de autores de crimes graves, mesmo após anos de fuga e uso de identidades falsas.