Homicídio de policial civil em Cascavel: advogado denunciado por assassinato

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O caso do homicídio do policial civil João Ezequiel em Cascavel ganhou novos desdobramentos com a denúncia do advogado Jean Oliver.

Por Fábio Wronski

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O caso de homicídio triplamente qualificado de policial civil em Cascavel ganhou novos desdobramentos nesta semana. O Ministério Público do Paraná denunciou o advogado Jean Oliver José Garcia pelo assassinato do policial civil João Ezequiel Baptista Pereira, ocorrido no final de junho. A denúncia inclui três qualificadoras: motivo fútil, recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum, além de disparo e posse ilegal de arma de fogo.

Na manhã desta segunda-feira, o advogado Katarinhuk, assistente de acusação, detalhou à imprensa os próximos passos do processo. Ele informou que foi solicitado o levantamento do sigilo do processo e destacou que a acusação irá se opor a qualquer pedido de prisão domiciliar, devido ao risco iminente de fuga do acusado.

Segundo Katarinhuk, as investigações da Polícia Civil e o acesso às imagens das câmeras de segurança foram fundamentais para desmentir a versão inicial apresentada pelo réu, que alegava legítima defesa. “O caso aconteceu no final do mês de junho e, desde então, a polícia desenvolveu todo o trabalho, conseguiu acesso às câmeras, o que desqualificou principalmente a versão dada inicialmente pelo réu da suposta legítima defesa”, afirmou o advogado.

A denúncia do Ministério Público, segundo ele, está baseada em provas contundentes, incluindo imagens com áudio que mostram que não havia justificativa para o disparo que matou João Ezequiel. “A denúncia está baseada em provas literais, inclusive a própria câmera com som que mostra que não havia nenhum motivo para que houvesse um disparo que foi dado a queimar roupa a menos de 50 cm”, explicou Katarinhuk. O laudo pericial aponta que a vítima foi atingida por três disparos: no rosto, nas costas e na cabeça.

O advogado ressaltou ainda que João Ezequiel era um policial civil respeitado, com quase 20 anos de serviço em Cascavel, e que sua morte deixou uma lacuna para a família e para a corporação. “O João Ezequiel era um policial civil extremamente respeitado dentro da corporação, com quase 20 anos de casa e ele deixou ali um vácuo, um vácuo para a família e também para a própria autoridade policial ali onde ele estava exercendo aqui a Polícia Civil em Cascavel”, destacou.

Katarinhuk também enfatizou o papel da Polícia Militar, que agiu rapidamente após o crime, prendendo Jean Oliver José Garcia em flagrante e evitando qualquer tentativa de fuga ou destruição de provas. “A polícia chega e prende ele em flagrante, prende o réu Jean em flagrante que é advogado, só que essa situação não tem nada a ver com a questão da advocacia. A função dele não lhe dá nenhum tipo de privilégio em relação ao processo comum”, afirmou.

Por fim, o assistente de acusação reforçou a gravidade da denúncia e a necessidade de manter o acusado preso até o julgamento. “A defesa tem articulado para poder tirar ele da cadeia, principalmente colocar ele em prisão domiciliar, porque na visão da assistência de acusação não deve, por causa da gravidade da denúncia, isso pode ensejar ou até mesmo motivar ele a fugir do distrito da culpa, porque se for condenado a pena pode chegar a 30 anos e até ultrapassar em razão dos outros crimes conexos”, concluiu Katarinhuk.

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