Justiça de São José dos Pinhais determina indenização à filha de Daniel Corrêa por morte do jogador

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Além disso, a Justiça determinou que todas as parcelas de pensão atrasadas sejam quitadas de uma única vez, corrigidas monetariamente e com acréscimo de juros.
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Foto: Reprodução/CGN

Por Fábio Wronski

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A Justiça de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, determinou que os envolvidos na morte do jogador Daniel Corrêa paguem indenização à filha da vítima. A principal decisão obriga Edison Brittes, condenado criminalmente pelo crime, a pagar R$ 150 mil por danos morais e uma pensão mensal correspondente a 2/3 dos rendimentos líquidos que Daniel recebia na época do crime. A pensão deve ser paga desde outubro de 2018, data do assassinato, até a filha do jogador completar 25 anos de idade — atualmente, a menina tem nove anos.

Além disso, a Justiça determinou que todas as parcelas de pensão atrasadas sejam quitadas de uma única vez, corrigidas monetariamente e com acréscimo de juros.

Outros réus também foram condenados a pagar indenização à filha de Daniel Corrêa, de acordo com o grau de participação reconhecido pela Justiça. David Willian Vollero da Silva, Ygor King e Eduardo Henrique Ribeiro da Silva deverão pagar R$ 50 mil cada um, mesmo tendo sido absolvidos na esfera criminal. No processo cível, ficou comprovada a participação deles nas agressões ao jogador.

Cristiana Rodrigues Brittes, esposa de Edison Brittes na época do crime, e Allana Brittes, filha do casal, foram condenadas a pagar R$ 20 mil cada uma. Conforme a sentença, as duas contribuíram para fraude processual, ocultação da verdade e agravamento do sofrimento da família de Daniel.

A decisão da 3ª Vara Cível de São José dos Pinhais também mantém os bens da família Brittes vinculados ao processo, garantindo a possibilidade de penhora caso os valores não sejam pagos.

Giuliana Pitthana, advogada da filha de Daniel, destacou a importância da sentença: “Avalio como uma decisão extremamente importante e impecável da 3ª Vara Cível de São José dos Pinhais porque ela veio trazer amparo definitivo à filha do Daniel”.

A defesa de Edison Brittes, por meio do advogado Carlos Vinicius Javorski, afirmou em nota que discorda dos valores fixados, alegando que não foram considerados adequadamente elementos objetivos do processo. A defesa informou que já apresentou Embargos de Declaração e continuará utilizando os recursos processuais cabíveis.

O processo tramita sob segredo de justiça. A reportagem permanece aberta a manifestações das defesas dos demais condenados.

As informações são da RicTV Record/Banda B.

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