‘Dallagnol está inelegível e dificilmente reverterá ’, diz membro da Comissão Eleitoral da OAB
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Por Luiz Haab
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Durante entrevista concedida ao jornalista Luiz Haab no Estúdio CGN, na tarde desta quinta-feira (23), a advogada Sheila Casaril, vice-presidente da Comissão Eleitoral da OAB Cascavel, afirmou que o ex-deputado federal Deltan Dallagnol enfrenta um cenário jurídico extremamente desfavorável para disputar as eleições de 2026. Segundo ela, embora o político continue se apresentando como pré-candidato ao Senado pelo Paraná, a tendência é de que sua candidatura seja barrada pela Justiça Eleitoral.
Dallagnol, filiado ao Partido Novo, foi eleito deputado federal em 2022, mas teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023. Na ocasião, a Corte entendeu que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal para evitar a aplicação de eventual punição disciplinar, enquadrando o caso nas hipóteses de inelegibilidade previstas pela Lei da Ficha Limpa. Apesar disso, o ex-procurador e o Novo sustentam que ele está apto a disputar as eleições de 2026, argumento que será analisado pela Justiça Eleitoral quando houver o pedido formal de registro da candidatura.
Na entrevista, Sheila Casaril explicou que é justamente durante o processo de registro que a Justiça verifica se o candidato atende a todas as condições de elegibilidade. Conforme a advogada, mesmo pessoas que tenham impedimentos podem registrar candidatura, apresentar recursos e participar da campanha enquanto o processo tramita. “O Dallagnol está inelegível e, na minha opinião, dificilmente esse quadro se reverta. Mas nada impede que ele continue dizendo que é candidato e registre a candidatura. É durante esse processo que a Justiça analisa todos os requisitos legais”, afirmou.
A vice-presidente da Comissão Eleitoral acrescentou que situações como essa são relativamente comuns no período eleitoral. Segundo ela, candidatos que sabem enfrentar obstáculos jurídicos frequentemente utilizam todos os recursos disponíveis para manter a candidatura viva durante a campanha, seja na expectativa de reverter decisões judiciais, seja como estratégia política para permanecer em evidência ou até substituir posteriormente o candidato por outro nome do grupo. “São manobras que são utilizadas. Há quem tenha esperança de reverter a situação, mas, neste caso, eu considero muito difícil”, concluiu.