Suspeito de matar jovem e esconder corpo em geladeira no RJ é preso em Foz do Iguaçu
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Por Diego Cavalcante
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Um homem de 32 anos, apontado como principal suspeito de matar a companheira e esconder o corpo dela dentro de uma geladeira, foi preso nesta terça-feira (21) em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Renan de Lorena Reus estava foragido desde o feminicídio de Thaíssa Lino de Souza, de 22 anos, ocorrido em Rio das Ostras, no estado do Rio de Janeiro.
A prisão foi resultado de uma ação integrada entre a Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ). O suspeito foi localizado escondido em um quarto alugado nos fundos de um imóvel no bairro Lagoa Dourada, após compartilhamento de informações entre a Divisão de Assessoria de Informações da PCRJ e os grupos TIGRE e DENARC da PCPR.
Suspeito tentou enganar os policiais
Durante a abordagem, Renan tentou ocultar sua identidade. Segundo a polícia, ele afirmou ser natural de São Paulo e disse que não possuía documentos. Após a conferência das informações, os policiais confirmaram sua verdadeira identidade e cumpriram o mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
Após a prisão, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Foz do Iguaçu, onde permanece à disposição da Justiça.
Crime chocou moradores de Rio das Ostras
Thaíssa Lino de Souza foi vista pela última vez em 30 de agosto de 2025. A partir daquela data, ela deixou de responder às mensagens enviadas por familiares, enquanto o companheiro também desapareceu do imóvel onde o casal morava.
Cinco dias depois, preocupados com a falta de notícias, familiares foram até a residência. O padrasto da jovem entrou no imóvel e encontrou o corpo da vítima escondido dentro de uma geladeira.
De acordo com a perícia, a morte teria ocorrido entre o domingo e a segunda-feira anteriores à descoberta do corpo.
Investigação aponta tentativa de ocultar o crime
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro indicaram que o suspeito teria adotado medidas para dificultar a descoberta do crime. Conforme apurado, ele bloqueou contatos no celular da vítima para retardar a desconfiança da família e vedou portas e janelas da residência com fita adesiva na tentativa de conter o odor provocado pela decomposição.
O casal mantinha um relacionamento havia cerca de cinco anos e havia se mudado para Rio das Ostras aproximadamente três meses antes do crime. Quando ainda viviam em Nova Iguaçu, havia registros policiais envolvendo desentendimentos entre os dois e denúncias de cárcere privado.
A investigação também reuniu provas periciais que reforçam a suspeita contra Renan. Um laudo papiloscópico identificou impressões digitais dele na cena do crime. Além disso, documentos, cartões bancários e objetos pessoais do suspeito foram encontrados no imóvel. O celular da vítima, no entanto, não foi localizado.
O caso segue em tramitação na Justiça do Rio de Janeiro.