Suspeito de assassinar sogro em São José dos Pinhais se apresenta à Polícia Civil e alega legítima defesa

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Homem de 44 anos confessou ter atirado no sogro após supostas ameaças em São José dos Pinhais, segundo a Polícia Civil.
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Foto: Cristiano Vaz/Banda B

Por Fábio Wronski

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O suspeito de assassinar o sogro em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, se apresentou à Polícia Civil do Paraná (PCPR) e declarou ter agido em legítima defesa. O caso ocorreu no último sábado (18), quando José Rildo Graciano, de 56 anos, foi morto a tiros em frente à própria residência, no bairro Cachoeira.

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito, de 44 anos, genro da vítima, foi ouvido na delegacia e confessou os disparos. Conforme relatado por sua advogada, ele justificou a ação dizendo que buscava proteger a família após receber um pedido de socorro da sogra, que estaria sendo ameaçada pelo companheiro.

De acordo com o delegado Fábio Machado, responsável pela investigação, o suspeito relatou que foi ao local após a ligação da sogra e, ao chegar, a vítima teria começado a ameaçá-lo e também a sua família. Em meio à tensão, o genro efetuou três disparos, que resultaram na morte de José Rildo Graciano. Após o crime, ele fugiu e descartou a arma, que ainda não foi localizada pela polícia.

A investigação apontou que a vítima acreditava que sua companheira estava escondida na casa do suspeito e ameaçava invadir o imóvel. Testemunhas e vizinhos confirmaram que ouviram a vítima gritar que pretendia entrar à força na residência. Segundo o delegado, a vítima tinha histórico de violência doméstica e já havia sido presa anteriormente pelo mesmo motivo, envolvendo a sogra do suspeito.

A advogada do genro reiterou que ele agiu para proteger a família, pois, no momento da invasão, a filha do casal, de 13 anos, estava sozinha em casa. Além disso, a sogra relatou que o companheiro estava armado com uma faca e ela precisou se esconder na casa de um vizinho.

Após prestar depoimento, o suspeito foi liberado e a PCPR segue ouvindo testemunhas para concluir o inquérito. Até o momento, não foram registrados antecedentes de violência entre o genro e o sogro, mas há relatos de conflitos anteriores entre a vítima e sua companheira.

As informações são do Portal Banda B.

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