Tarifaço dos EUA ameaça 36% das exportações do agronegócio e acende alerta em Cascavel
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Por Luiz Haab
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Antes da entrada em vigor da nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos, parte das exportações do agronegócio brasileiro segue no centro das preocupações do setor. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que aproximadamente 36,5% das vendas do agro nacional destinadas ao mercado americano serão atingidas pela cobrança adicional de 25%, prevista para começar a valer na próxima quarta-feira (22).
Embora o governo dos EUA tenha ampliado a relação de produtos isentos, cerca de um terço das exportações continuará sujeito à nova taxação. Entre os itens que permanecem na lista estão madeira, arroz, açúcar, ovos e uva, responsáveis por bilhões de dólares em negócios com os norte-americanos. Já produtos como café solúvel, pescados e mel foram retirados da cobrança após negociações conduzidas por representantes do setor produtivo brasileiro.
A CNA informou que seguirá atuando para reduzir os impactos da medida e defender a retirada dos produtos agropecuários da tarifa. A entidade argumenta que a competitividade do agro brasileiro é resultado de produtividade, tecnologia e investimentos, e não de práticas comerciais desleais.
Um dos municípios que acompanham com atenção esse cenário é Cascavel, no Oeste do Paraná. Reconhecida como uma das maiores potências do agronegócio brasileiro, a cidade se destaca pela forte produção de grãos, aves, suínos e leite, além de concentrar cooperativas, agroindústrias e empresas que movimentam parte significativa da economia nacional. Mudanças nas relações comerciais internacionais podem refletir diretamente sobre produtores, indústrias e toda a cadeia do agronegócio da região.