"Pai" tenta chorar em interrogatório após ser preso por dar chute na filha de 3 anos; veja o que ele disse!

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O episódio ganhou repercussão após câmeras de segurança registrarem o momento em que o pai desfere um chute violento no peito e na cabeça da menina.

Por Fábio Wronski

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Um caso chocante de violência doméstica veio à tona em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Um homem foi indiciado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (13) por lesão corporal e tortura, depois que imagens de uma agressão contra sua filha de apenas 3 anos circularam nas redes sociais.

O episódio ganhou repercussão após câmeras de segurança registrarem o momento em que o pai desfere um chute violento no peito e na cabeça da menina. O vídeo, que viralizou na internet, mostra a força desproporcional usada pelo homem, gerando revolta entre os moradores da cidade e usuários das redes sociais.

Segundo a investigação da Polícia Civil, a violência não era um caso isolado. O homem também submetia a filha e o filho, de 5 anos, a castigos cruéis, obrigando-os a ajoelhar sobre tampinhas de garrafa e grãos de feijão. A CGN teve acesso ao vídeo do interrogatório do acusado, que foi detido após a apuração dos fatos.

No depoimento, o pai admitiu a agressão, alegando que teria perdido o controle porque a filha chorava alto na rua. Ele afirmou ao delegado que agiu de forma inconsciente e não queria machucar a criança. O delegado questionou se aquela era a primeira vez que ele agredia os filhos, já que testemunhas relataram outras situações de violência.

Durante o interrogatório, o acusado foi informado sobre a solicitação de medida protetiva feita pela ex-mulher e pelos filhos. Em vez de demonstrar arrependimento, ele quis saber quem havia feito a denúncia, recebendo uma lição de moral do advogado por se preocupar mais com o denunciante do que com o próprio comportamento.

De acordo com a Polícia Civil, as provas e depoimentos foram suficientes para o indiciamento do homem por tortura e lesão corporal em contexto de violência doméstica. Ele não possui antecedentes criminais no Paraná e permanece preso preventivamente enquanto o caso segue sob investigação.

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