Enquanto a cidade dorme, alguém atende o chamado: 11 de julho celebra os socorristas

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É justamente esse trabalho que ganha reconhecimento neste 11 de julho, quando é celebrado o Dia Nacional do Socorrista.
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Imagens: Wellington Abidiel

Por Redação

Quando alguém liga para o 192 ou para o 193

Existem profissões que quase nunca aparecem nos planos do dia. Afinal, ninguém acorda pensando: “Tomara que hoje eu precise de um socorrista”. Mas basta uma colisão, uma queda, um mal súbito ou qualquer situação de emergência para que alguém do outro lado da linha atenda ao chamado.

É justamente esse trabalho que ganha reconhecimento neste 11 de julho, quando é celebrado o Dia Nacional do Socorrista. A data homenageia os profissionais que atuam no atendimento pré-hospitalar, prestando os primeiros socorros e aumentando as chances de sobrevivência de vítimas antes mesmo da chegada ao hospital.

Cada minuto faz diferença

Seja em ambulâncias do Samu, do SIATE, em equipes de resgate, concessionárias de rodovias ou serviços privados, o socorrista convive diariamente com situações em que segundos podem fazer toda a diferença.

São atendimentos que envolvem acidentes de trânsito, incêndios, crises clínicas, paradas cardiorrespiratórias, quedas, afogamentos e inúmeras outras ocorrências em que técnica, preparo e equilíbrio emocional caminham lado a lado.

O uniforme muda. A missão é a mesma.

Quem acompanha o noticiário percebe isso com frequência. Em praticamente todas as grandes ocorrências, antes da perícia, da investigação ou mesmo da retirada dos veículos, existe alguém ajoelhado ao lado da vítima tentando estabilizar seus sinais vitais.

É um trabalho silencioso, muitas vezes realizado sob chuva, frio, calor intenso ou durante a madrugada. Em comum, todos compartilham o mesmo objetivo: preservar vidas.

Os primeiros a chegar. Os últimos a pensar em si.

No fim das contas, ser socorrista é conviver diariamente com a urgência sem perder a calma.

É entrar em uma ambulância quando todos querem sair do problema.

É enfrentar cenas difíceis sem deixar que a emoção atrapalhe a técnica.

E talvez seja justamente por isso que, quando a sirene se aproxima, ela quase nunca anuncia apenas uma ambulância.

Na maioria das vezes, anuncia esperança.

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